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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Descomplique, simplifique e seja bem mais feliz!


Por que tantas pessoas têm a impressão de que serão consideradas mais responsáveis na mesma medida em que mais complicadas forem suas vidas? Parece que resolveram acreditar que simplicidade, neste mundo globalizado, é sinônimo de descompromisso.

Por conta desta distorção e desta conclusão completamente equivocada, milhares de pessoas têm sofrido bem mais do que o necessário para atingir resultados que poderiam ser facilmente alcançados com uma boa dose de objetividade e transparência.

Casais que transformam motivos banais em decretos que sustentam guerras intermináveis. Pais que gritam e esbravejam com seus filhos quando bastaria uma conversa clara e direta. Amigos que insistem em apontar uma mancada do outro quando poderiam aceitar um pedido de desculpas e seguir adiante.

Enfim, contaminados pela ansiedade, envenenados pela dinâmica insana de uma rotina inconsciente, muitos têm perdido o melhor da vida por conta de picuinhas. Tanto alimentam os detalhes irrelevantes que nem se dão conta dos momentos especiais.

A boa notícia é que pequenas mudanças podem surtir importantes efeitos. Sugiro que você comece a validar o que há de bom, tanto em si mesmo, quanto nos que estão ao seu redor e na sua vida em geral. Pare de ignorar o esforço de cada um e comece a perceber que todos nós, indistintamente, tentamos fazer o nosso melhor com o intuito singular de sermos aceitos e amados.

A grande maioria dos nossos problemas não passa de pura invenção de nossa mente. Complicamos porque temos medo de não estarmos prontos para caso algo dê errado. No entanto, raramente dá errado. E para comprovar esse fato, apenas tente. A partir de hoje, simplifique! Esteja presente! Viva o que há para ser vivido, mantenha-se em sintonia com seus sentimentos e descubra que ser feliz é bem mais fácil do que você sempre imaginou.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Encontro de Casais

Em um encontro de casais, perguntaram a uma das esposas presentes:
- Seu marido a faz feliz de verdade?
Para espanto do marido e dos demais presentes, ela respondeu:
- Não, meu marido não me faz feliz! (nesse momento o marido já procurava a saída mais próxima). E ela continuou:
- Meu marido nunca me fez feliz. Eu sou feliz! O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele e sim de mim. Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade!
- Eu determino ser feliz em cada situação e em cada momento da minha vida, pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da terra, eu estaria com sérios problemas.
- Tudo que existe nesta vida muda constantemente: o ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, minha saúde física e mental. E assim eu poderia citar uma lista interminável. Eu decido ser feliz!
- Se tenho hoje minha casa vazia ou cheia: Sou feliz!
- Se vou sair acompanhada ou sozinha: Sou feliz!
- Se meu emprego é bem remunerado ou não: Sou feliz!
- Sou casada mas era feliz quando estava solteira.
- Sou feliz por mim mesma.
- As demais coisas, pessoas, momentos ou situações eu chamo de experiências que podem ou não me proporcionar momentos de alegria e tristeza.
- Quando alguém que eu amo morre, eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza.
- Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas, como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar e consolar!
- Há pessoas que dizem: Hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz calor, porque alguém me insultou, porque alguém deixou de me amar, ou porque eu não soube me dar valor, porque meu marido não era como eu esperava, porque meus filhos não me fazem feliz, porque meu emprego é medíocre e por aí vai...
- Amo a vida que tenho, mas não porque minha vida é mais fácil do que a dos outros. É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e me responsabilizo por minha felicidade.
- Quando eu tiro esta obrigação do meu marido e de qualquer outra pessoa, deixo-os livres do peso de me carregar nos ombros. A vida de todos fica muito mais leve. E é dessa forma que consegui um casamento bem sucedido ao longo de tantos anos (nesse momento o marido lhe deu um abraço carinhoso).
Nunca deixe nas mãos de ninguém uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover sua felicidade. Esta responsabilidade é sua!
Bom fim de semana!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Listas de Tarefa

Desde que trabalhava apenas como autônomo sempre fui acostumado a trabalhar com listas de tarefas, me ajudam a raciocinar, priorizar e, principalmente, focar nas tarefas que precisam ser feitas.

Há algum tempo li um post interessante que explica como listas de tarefas podem prejudicar sua produtividade, então resolvi escrever algumas dicas de como organizar uma boa lista de tarefas para que ela seja amiga e não inimiga de sua produtividade.

1. Quebre as tarefas corretamente

No scrum, uma das atividades essenciais para completar os objetivos é quebrar as tarefas de forma correta. Ás vezes começar uma tarefa muito grande é intimidador e você acaba procrastinando, então levante o que você precisa fazer para completar aquela tarefa.

Vou exemplificar com algo comum a todos: arrumar a casa. O nosso objetivo é ter a casa arrumada, mas uma tarefa "arrumar a casa" é intimidadora, envolve muitas coisas. Se eu chego em casa a noite, cansado, e penso "tenho que arrumar a casa" é muito fácil eu optar para deixar para amanhã. Se eu quebrar em sub-tarefas, isso facilita muito:

  1. Lavar a louça
  2. Arrumar minha cama
  3. Varrer a sala
  4. Dobrar as roupas

Eu posso chegar cansado, mas penso: preciso lavar a louça, vai levar só alguns minutos. Executo essa tarefa com facilidade e talvez isso me estimule a continuar com alguma outra tarefa menor, como varrer a sala. Não preciso executar todas as tarefas de uma vez mas completo parte de um objetivo maior com o tempo que tenho disponível.

Passe esse exemplo para seus projetos no trabalho e na vida e você vai perceber como você consegue fazer mais se focar em objetivos menores a cada tarefa realizada.

2. Não trate sua lista de tarefa como achievements

Claro que completar sua lista de tarefas é um objetivo, mas quando você passa a "maquiar" as tarefas para ter a sensação de objetivo concluído você deixa de produzir de verdade. Esse é o modo mais fácil de tornar sua to-do list uma parceira da procrastinação.

Esta dica é complementar a primeira, pois trata-se de evitar quebrar excessivamente as tarefas a fim de torná-las tão pequenas que sem fazer nada você já fez alguma coisa.

Procrastinadores profissionais utilizam a lista de tarefas como ferramenta para auxiliar no alívio da consciência, suas listas envolvem tarefas como:

  1. quebrar as tarefas da limpeza de casa
  2. escrever a to-do list desta semana
  3. planejar como executar a to-do list

Claro que estou exagreando, mas creio que você entendeu a idéia e o perigo que sua produtividade corre quando você se engana e pensa que ao finalizar uma lista como essa você realmente foi produtivo.

3. Planeje as tarefas

Algumas tarefas mesmo quando quebradas são complexas de serem executadas e algumas são complexas de mensurar se estão prontas ou não.

Uma boa forma de lidar com isso é especificar passos a serem feitos para execução da tarefa. Eu particularmente gosto de ler minha lista de tarefas do dia seguinte, pois isso me permite planejar e antecipar possíveis empecilhos.

Continuando no exemplo de arrumar a casa (que poderia ser entregar um site, fazer uma ilustração, escrever um texto publicitário ou entregar a planta de uma casa), para lavar a louça sei que preciso de sabão e esponja, se no dia anterior eu prevejo que pode não ter sabão eu evito a frustração de tentar executar uma tarefa e não conseguir.

Sua lista pode ficar um pouco maior com especificações, mas ficará mais "legível" e bem mais fácil de ser executada!

Dica bônus

Quando for executar tarefas foque nelas e evite distrações. Uma técnica que estou utilizando diariamente é Pomodoro, que consiste em se focar totalmente na execução de alguma tarefa durante 25 minutos ininterruptos e fazer intervalos de 5 minutos a cada 25. Vale pesquisar sobre a técnica, ainda pretendo escrever sobre ela

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Segredo do Sucesso - Regra 10 mil horas.

Pela primeira vez, começamos a entender quais são os fatores que levam ao sucesso. Treino tem a ver. Fracasso também. Descubra por que algumas pessoas se dão bem na vida – e veja o que você pode fazer para chegar lá

por Karin Hueck

Você chega cedo ao trabalho, entrega tudo no prazo, se dá bem com seus colegas e conhece os processos como ninguém. Ainda assim, está há anos no mesmo cargo, fazendo o arroz com feijão de sempre. De repente, chega um novato na área. Ele é jovem, tem as roupas da moda, se deu bem com a chefia e, pior, começou a abocanhar os melhores projetos. Em 6 meses lá está ele, promovido, na vaga que deveria ser sua. Em dois anos, ele virou seu chefe. No fim, você teve de reconhecer o talento do novato e aceitar que você não nasceu para ser chefe. Mas será que é isso mesmo? O que as pessoas bem-sucedidas têm que você não tem? A resposta, dolorida, é: nada. Absolutamente nada. Seu chefe, o dono da empresa, o Kaká e o presidente Lula não vieram ao mundo com um sinal gravado nos genes que diga: eu nasci para brilhar. Muito menos têm um talento inato que você não possui. Para desespero dos medíocres da nação, a ciência está descobrindo que todo mundo (e isso inclui você) teria potencial para ser a bolacha mais recheada do pacote. Aqui você vai descobrir como – e o que pode dar errado no meio do caminho.
É difícil se acostumar com a ideia de que nascemos todos com as mesmas chances de brilhar. Principalmente quando olhamos para aquelas pessoas que parecem ter habilidades sobrenaturais – aquelas que fazem você se lembrar diariamente das suas limitações: as crianças prodígios, por exemplo. A maior de todas as crianças prodígios foi Wolfgang Amadeus Mozart (perto dele, a menina Maysa é amadora). Aos 3 anos, o austríaco começou a tocar piano, aos 5 já compunha, aos 6 se apresentava para o rei da Bavária de olhos vendados, aos 12 terminou sua primeira ópera. Há séculos, ele vem sendo citado como prova absoluta de que talento é uma coisa que vem de nascença para alguns escolhidos. Mas parece que não é bem assim. A vocação de Mozart não apareceu do nada. Seu pai era professor de música e desde cedo dedicou sua vida a educar o filho. Quando criança, Mozart passava boa parte dos dias na frente do piano. As primeiras peças que compôs não eram obras-primas – pelo contrário, contêm muitas repetições e melodias que já existiam. Os críticos de música, aliás, consideram que a primeira obra realmente genial que o austríaco escreveu foi um concerto de 1777, quando o músico já tinha 21 anos de idade. Ou seja, apesar de ter começado muito cedo, Mozart só compôs algo digno de gênio depois de 15 anos de treino.

A regra das 10 mil horas
Quer brilhar muito na vida? Passe 10 mil horas praticando. Pelo menos, foi isso que os grandes especialistas de todas as áreas fizeram.

Os genes não determinam o sucesso. Isso é bom, porque quer dizer que basta você se esforçar para melhorar o seu desempenho. E isso é ruim também, porque você depende apenas do seu suor para chegar lá. Suor, no caso, são 10 mil horas. Entenda aqui o tamanho da encrenca:



O mesmo pode ser observado com talentos das mais diversas áreas. Ronaldo, o Fenômeno, tinha de ser arrancado dos campos de futebol quando criança porque não queria fazer nada que não fosse jogar bola. Os técnicos de Michael Jordan se lembram de que o jogador era sempre o primeiro a chegar aos treinos e o último a ir embora. E mesmo Bill Gates, como bom nerd que era, não fez sua fortuna do nada: quando adolescente, ele passou boa parte da sua (não muito agitada) vida programando computadores enfurnado numa sala da Universidade da Califórnia. Ou seja, mesmo aquelas pessoas bem-sucedidas, que parecem esbanjar talento, ralaram muito antes de chegar lá.

Isso faz todo sentido, se considerarmos a nova maneira como os cientistas têm enxergado a influência dos genes na formação de talentos. Aquilo que costumamos chamar de "talento natural para liderança" ou "aptidão nata para os esportes" parece não ter nenhuma relação com o nosso DNA. "Não há nenhuma evidência de que exista uma causa genética para o sucesso ou o talento de alguém", diz Anders Ericsson, professor de psicologia da Universidade da Flórida que há 20 anos estuda por que algumas pessoas são mais bem-sucedidas do que outras. A questão aí reside no fato de os genes (e sua interação com a nossa vida) serem um assunto tremendamente complexo – que dá pesadelos até nos geneticistas mais gabaritados. Já se sabe, por exemplo, que até mesmo traços diretamente ditados pelo DNA, como a cor dos nossos olhos, são definidos por mais de um gene que se relacionam entre si. O que dizer, então, de atributos mais complexos?

Há alguns anos, o fetiche dos laboratórios tem sido relacionar genes a traços de personalidade ou a propensões para desenvolver distúrbios psiquiátricos. O mais famoso deles é o 5-HTTLPR, que em 2003 virou notícia ao ser chamado de o "gene da depressão". Ele previa uma interação com o ambiente: quem tivesse sofrido um trauma pessoal e carregasse o 5-HTTLPR em seu DNA teria também alta probabilidade de ficar deprimido. Muitos outros estudos foram no embalo dessa descoberta, e logo vieram à luz genes que explicavam a ansiedade, o déficit de atenção, a hiperatividade e até a psicopatia. No ano passado, no entanto, uma série de novos estudos virou essas descobertas de ponta-cabeça. Numa revisão que incluiu todas as pesquisas já feitas sobre o gene da depressão, concluiu-se que era impossível concluir que ele influísse na doença. (Isso, sim, é deprimente.) Já com os outros distúrbios, as descobertas foram ainda mais intrigantes. Os mesmos genes que causariam ansiedade, psicopatia, hiperatividade etc. podiam ter os efeitos opostos dependendo do ambiente em que o portador fosse criado. Ou seja, quem carrega esses genes "malditos", mas não passa por traumas, será muito mais ajustado do que quem não tem essas mutações. E o que se conclui disso tudo? Bem, que os cientistas ainda vão quebrar a cabeça por muito tempo. Se não dá nem pra dizer que existe um gene da depressão, como falar, então, do gene da "habilidade-de-driblar-adversários-e-chutar-a-bola-no-gol"? Ou seja, ainda não há consenso entre os cientistas de que exista talento para futebol (ou pra música ou pra gerir uma empresa). Pelo menos, não um ditado pelo DNA.



99% transpiração

Em 1992, pesquisadores ingleses e alemães resolveram estudar pessoas talentosas para entender o que as diferenciava dos reles mortais. Para isso, investigaram pianistas profissionais e os compararam com pessoas que tinham apenas começado a estudar, mas desistido. (Pianistas são excelentes cobaias porque seu talento é mensurável: ou eles sabem executar a música ou não sabem). O problema foi que os cientistas não conseguiram achar ninguém com habilidades sobrenaturais entre as 257 pessoas investigadas – todos eram igualmente dotados. A única diferença encontrada entre os dois grupos é que os pianistas fracassados tinham passado muito menos tempo estudando do que os bem-sucedidos. Quer dizer, não é que faltou talento para os amadores virarem mestres – faltou dedicação.

Ok, isso não é novidade. Todo mundo sabe que a prática leva à perfeição. A novidade é que, pela primeira vez, cientistas conseguiram medir o tempo necessário de estudo para alguém se destacar internacionalmente em alguma área: 10 mil horas. Foi a esse número que o especialista em sucesso Anders Ericsson chegou depois de observar os grandes talentos das mais diversas áreas. Todo mundo que foi alguém, ele concluiu, do campeão de xadrez Kasparov ao Steve Jobs, ficou esse tempo todo aperfeiçoando seu ofício. E não estamos falando de exercícios leves. O que realmente faz alguém ficar bom em algo é treino duro, dolorido, no limite do executável. No fim das contas, é treino tão difícil que modifica seu cérebro. (Só para constar: estima-se que aos 6 anos Mozart já tivesse estudado piano durante 3 500 horas. Quer dizer, ele não era talentoso, era assustadoramente dedicado.)

É aí que está a chave do sucesso: no cérebro (pra variar). Nosso cérebro é formado por duas partes principais: a massa cinzenta (os neurônios) e a massa branca. Durante muito tempo, acreditamos que a capacidade cerebral estava escondida nos neurônios. Nos últimos 5 anos, no entanto, neurologistas e psiquiatras resolveram estudar a massa branca, que até então era ignorada. O que eles descobriram mudou a maneira de entender as habilidades.

A massa branca é formada principalmente por mielina, um tipo de gordura que envolve os axônios (aquele rabinho comprido que todo neurônio tem). Ela serve de isolante para os impulsos elétricos que percorrem o cérebro. Sempre se soube que a mielina estava distribuída de forma irregular ao redor dos neurônios, mas só agora descobriu-se por quê. Ela é depositada sobre as células nervosas com o intuito de melhorar a condução da eletricidade. A distribuição desigual serve para deixar os impulsos elétricos mais precisos – para chegarem ao mesmo tempo nos neurônios, por exemplo (veja no quadro abaixo). À medida que os impulsos elétricos se tornam precisos, eles coordenam melhor os nossos movimentos e pensamentos. Isso vale para qualquer tipo de ação: de jogar basquete a entender física quântica ou falar em público. "Quando você pratica algo, a mielina se deposita e os sinais entre as sinapses vão ficando mais eficientes. A mielinização leva à perfeição", diz George Bartzokis, professor de psiquiatria da Universidade da Califórnia, maior especialista do assunto no mundo. Esse processo é tão importante que até um bebê recém-nascido só abre os olhos depois que a mielina em seu cérebro se depositou nos lugares certos. Da mesma forma, afirma Bartzokis, um idoso perde sua mobilidade não porque seus músculos se atrofiaram, mas porque a mielina do cérebro decaiu.

Pane no sistema




Para a mielinização ser mais eficiente, é preciso errar muito e sempre. Você já deve ter sentido isso na pele. Quando cai da bicicleta ou leva uma bronca do seu chefe por causa de um relatório malfeito, você vai se esforçar em dobro para o escorregão não acontecer de novo. "Se você sempre repetir aquilo que já sabe, não há evolução. O ideal é falhar tentando algo novo e mais difícil", diz Anders Ericsson. É nessa condição que a mielina é mais eficientemente espalhada pelo cérebro. Os que erram – e treinam mais – são também recompensados. Isso é visível em ressonâncias magnéticas. Músicos, escritores e crianças que tiram nota alta têm muito mais massa branca do que seus pares "comuns". Quem, aliás, era recordista em massa branca era Einstein. Quando o cérebro do físico foi dissecado, notou-se, entre outras coisas, uma quantidade anormal de mielina. "Quem nunca errou nunca fez nada de novo", dizia ele.

Na teoria, a mielina é muito linda: ela recompensa quem se esforça e qualquer um pode ser bem-sucedido. Mas, como tudo na vida, há algumas limitações (ou você acreditava realmente que poderia ser como o Kaká?). O auge da mielinização acontece durante a infância, quando toda forma de atividade é novidade e tem de ser aprendida: de abrir os olhos a usar os talheres. Até os 30 anos, ela continua em alta escala – e é justamente quando se aprendem novas habilidades com facilidade. Até os 50, a mielina ainda pode ser ajustada em direção a um ou outro aprendizado. Depois disso, infelizmente, as perdas são maiores que os ganhos. A mielinização continua, mas para preservar as aptidões já adquiridas. Ou seja, a má notícia é que, se você quisesse ter sido o Kaká, deveria ter começado cedo. Já a boa é que, se você se contenta em apenas melhorar o seu trabalho para ser promovido, há tempo de sobra.

Além da idade, há algumas limitações sérias. Há cérebros mais preparados para mielinizar do que outros. Por exemplo, quem não consegue metabolizar apolipoproteínas já sai perdendo. Elas são proteínas que se ligam às gorduras (o colesterol, principalmente) e têm grande influência na produção de mielina. (Mielina tem muito colesterol. Por isso, se você andava cortando o ovo com medo de problemas cardíacos, pense que isso pode estar emburrecendo você. Não é à toa também que médicos ultimamente têm receitado ovo para pacientes com Alzheimer – ele parece influir nas habilidades do cérebro.) Essa disfunção pode ser detectada numa análise genética, mas, adivinhe só, como tudo que envolve genes, ainda não está esclarecida.

Tem que lutar, não se abater





Se treino é responsável por boa parte do sucesso das pessoas que chegaram ao ponto mais alto do pódio (outros fatores virão), é preciso entender o que as levou a se esforçar tanto. Quem passa 10 mil horas da vida se dedicando a qualquer coisa que seja tem pelo menos uma característica muito ressaltada: o autocontrole. É ele que permite que a pessoa não se lembre que seria muito mais legal dormir ou estar no bar do que trabalhando. O teste do marshmallow, feito na Universidade Stanford na década de 1960, é o melhor exemplo que se tem sobre a ocorrência de autocontrole. Psicólogos ofereciam a crianças um grande marshmallow e davam a elas a opção de comê-lo imediatamente ou esperar um tempinho enquanto os psicólogos saíssem da sala. Se as crianças esperassem, ganhariam de recompensa um segundo marshmallow. Apenas um terço das crianças aguentava esperar, o resto comia o doce afoitamente. (Há um vídeo na internet desse teste feito nos dias de hoje. As imagens das crianças tentando resistir à tentação são de partir o coração.) Depois, os pesquisadores acompanharam o desempenho dessas crianças nas décadas seguintes. Aquelas que haviam esperado pelo segundo doce tinham tirado notas mais altas no vestibular e tinham mais amigos. Depois de anos estudando esse grupo de voluntários, concluiu-se que a capacidade de manter o autocontrole previa com muito mais precisão a ocorrência de sucesso e ajustamento – era mais eficiente do que QI ou condição social, por exemplo. Por isso, tente sempre atrasar as gratificações – passe vontade e não faça sempre o que der na telha: o segredo para o sucesso pode estar aí.

A questão agora é entender por que algumas pessoas abrem mão do prazer imediato em troca do trabalho duro, e por que outras preferem sempre sair mais cedo do escritório. O processo mental, na verdade, é muito simples: para ter autocontrole, é preciso não ficar pensando na tentação e focar naquilo que é realmente importante no momento – por exemplo, terminar o serviço. É possível que esses traços tenham uma origem genética, mas é mais provável que a diferença esteja em outro ponto importante para entender o sucesso: motivação. Quem está motivado para ganhar uma medalha olímpica ou fazer um bom trabalho também abre mão da soneca da tarde com mais facilidade.

Motivação e ambição são um negócio meio misterioso, na verdade. Não funciona para todos da mesma maneira. "A maioria das pessoas sonha com um emprego estável, um salário aceitável, um chefe legal. Nem todo mundo tem ambição e quer crescer o tempo todo", diz Marcelo Ribeiro, professor do departamento de psicologia social e do trabalho da USP. Evolucionariamente, isso também faz todo o sentido. Durante séculos de seleção natural, alguns poucos ambiciosos foram escolhidos para conquistar os melhores pares, os maiores pedaços de comida e os cargos de liderança. Infelizmente, toda essa fartura não pode ir para todos – e a maioria teve de aprender a se satisfazer com o pouco que sobrou.

Dinheiro também não é a solução para todos os problemas. Nem sempre ele funciona como um bom motivador. (Não deixe seu chefe ler isso, se você estiver querendo um aumento.) Num estudo da Universidade Clark, nos EUA, que testava a capacidade de voluntários de resolver problemas de lógica, o dinheiro só atrapalhou. Aqueles que eram recompensados financeiramente para chegar à solução levavam muito mais tempo para resolver o problema. Os outros, sem a pressão do dinheiro, se deram melhor. Em muitos casos, acreditar que você está fazendo algo relevante é mais eficiente para motivação do que um salário mais rechonchudo. Não é à toa, então, que empresas que esperam resultados inovadores têm horários e cobranças flexíveis – para esses funcionários, fazer a diferença e a ilusão de independência valem mais do que ganhar bem. "O desejo de atribuir significado ao nosso trabalho é uma parte inata e inflexível da nossa composição. É pelo fato de sermos animais concentrados no significado que podemos pensar em nos render a uma carreira ajudando a levar água potável à Malaui rural", escreve o filósofo pop francês Alain de Botton, em seu livro Os Prazeres e Desprazeres do Trabalho.

Agulha no palheiro

Christopher Langan e Robert Oppenheimer eram dois americanos de QI sobre-humano (o de Christopher é um dos maiores de que se tem notícia: 195. O QI de Einstein, por exemplo, era 150). Christopher aprendeu a ler sozinho aos 3 anos, aos 15 desenhava retratos tão realistas que pareciam fotografias, aos 16 gabaritou o vestibular e perto dos 20 decidiu dedicar sua vida à física teórica. Já Robert fazia experimentos químicos complexos aos 8 anos de idade, aos 9 já falava grego e latim e aos 22 tinha concluído seu doutorado, com passagens pelas Universidades Harvard e de Cambridge. Os dois, além de gênios, eram esforçados e passaram a juventude enfurnados em livros – alcançaram facilmente a marca das 10 mil horas de estudo. Robert virou um dos físicos mais importantes do século 20 e ficou conhecido como o "pai da bomba atômica", pois liderou o time que desenvolveu a arma durante a 2ª Guerra Mundial. Já Christopher fracassou. Largou a faculdade em pouco mais de um ano. Trabalhou como garçom, operário da construção civil e zelador. Hoje, vive enfurnado em casa, sozinho, tentando elaborar uma teoria geral que explique o Universo inteiro. O que foi que deu errado com Christopher?

É duro dizer, mas sucesso depende também de uma boa quantidade de sorte. Estar na hora e lugar certos é muito importante – às vezes até mais do que as horas de treino. Christopher Langan, por exemplo, nasceu em uma família pobre. Chegou à faculdade porque ganhou uma bolsa de estudo. Mas teve de largar as aulas depois de perdê-la, porque sua mãe, que nunca acompanhou ou incentivou seus estudos, esqueceu-se de renovar o contrato que daria ao filho mais um ano de estudos grátis. Sim, ele deu muito azar. Não por causa da mãe desleixada – mas porque nasceu em uma família desestruturada. Um estudo feito na Universidade do Kansas mostrou que crianças que crescem em classes sociais mais baixas ouvem, em média, 32 milhões de palavras a menos nos primeiros 4 anos de vida do que seus colegas abastados (sim, alguém contou). Além disso, elas são expostas a um vocabulário menos variado e não são incluídas nas conversas "de adulto". Isso pode não ter consequências diretas na inteligência das crianças, mas tem na maneira como elas se relacionam com as pessoas.

Ter habilidade social, aliás, é fator determinante para ser bem-sucedido. E é esse o elemento que foge das estatísticas da ciência. Em áreas em que os mais talentosos são sempre recompensados, como nos esportes ou na música, a regra das 10 mil horas e a importância da persistência fazem sempre sentido. Mas, em ambientes onde a competição é velada, como nos escritórios, o talento pode facilmente ficar em segundo plano – e perder importância para o tête-à-tête, as famosas afinidades. "A personalidade de uma pessoa afeta não só a escolha do trabalho mas, mais importante, quão bem-sucedida ela vai ser na carreira", diz Timothy Judge, especialista em carreira e personalidade da Universidade da Flórida. Timothy revisou 3 estudos longitudinais de personalidade que acompanharam a carreira de mais de 500 pessoas e chegou a conclusões interessantes. Pessoas autoconscientes, racionais e que pensam antes de agir costumam ganhar mais e subir mais cargos. Já quem é extrovertido e emocionalmente estável é mais feliz. Para o pesquisador, depois de anos observando as pesquisas, subir de status pode ser importante, mas o fator mais determinante para o sucesso ainda é sentir-se realizado. "Se a pessoa está infeliz no trabalho, tem de descobrir o que está atrapalhando. Senão o sucesso não vem mesmo."

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Obesidade Mental

Prof. Andrew Oitke

O prof. Andrew Oitke publicou o livro «Mental Obesity». Polêmica,
esta obra revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral. Nela, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o
conceito acima para descrever o que considerava o pior problema
da sociedade moderna.

«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos
perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na hora de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão criando problemas tão ou mais sérios que esses.»

Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atulhada de
preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que
de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. Os cozinheiros deste gigantesco "fast food" intelectual são os jornalistas, comentaristas, editores de informação, filósofos, romancistas e produtores de cinema. Os telejornais e as telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»

O problema central está na família e na escola. «Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate. Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videogames e telenovelas. Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina,
romance, violência e emoção... é normal que esses jovens nunca consigam ter depois uma vida saudável e equilibrada.»

Um dos capítulos mais polêmicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma: «O jornalista hoje alimenta-se quase que exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»

O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade
fervilhante, para se centrarem apenas no lado polêmico e chocante. «Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.» Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura. «O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy. Todos dizem que a Capela Sistina tem teto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve. Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê. Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».

As conclusões são arrasadoras.

«Não admira que, no meio da prosperidade e da abundância, as grandes
realizações do espírito humano estejam em decadência: a família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia.

Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo.

Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade.

O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.

O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.

Precisa sobretudo de uma DIETA MENTAL.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

ATITUDE DE CAMPEÃO


Longe de mim usar esse espaço para parecer um comentarista esportivo, mas a ocasião me permite falar de marketing dentro do ponto de vista de atitude esportiva. Semana passada, falei porque nossa Marta não pode ganhar um campeonato sozinha. Vários títulos de melhor do mundo não querem dizer nada diante de um esporte que é COLETIVO e que precisa de investimentos. O mesmo se aplica nas corporações; por isso, se usa tanto a palavra “trabalho em equipe”.
Hoje, vi as americanas perderem para o Japão e observei as entrevistas das “perdedoras”. Elas simplesmente reconhecem a derrota, sentem muito pelo fracasso, até choram, mas já falam do futuro. Nada de desculpas pelas penalidades perdidas. Simplesmente perderam. Todas sempre solícitas aos jornalistas para responderem qualquer tipo de perguntas. E ainda sabem reconhecer o valor dos adversários.
No intervalo, um belo comercial da Nike sobre as meninas perdedoras onde a mensagem era: PRESSURE MAKES US, ou seja, a pressão é o que nos transforma, numa tradução livre deste que vos escreve. O texto é tão fantástico que decidi reproduzir aqui
“Imagine there were no legends, no fans, no expectations. What if for the first time there were no pressure? Then we wouldn’t have a chance. Pressure Makes Us”
“Imagine se não houvesse ídolos, não houvesse torcedores, não houvesse expectativas. O que aconteceria se, pela primeira vez, não houvesse nenhuma pressão? Então, não teríamos nenhuma chance. É a pressão que nos transforma”
Aí mudo de canal, para ver momentos do jogo do Brasil contra o Paraguai. E observo cuidadosamente nossas atitudes perante o mundo. Atitudes de perdedores. Os jogadores saíram e, quando os jornalistas tentaram perguntar algo, evitaram qualquer contato. Aí, parecia que o Robinho iria salvar a pátria, mas não a salvou. O estado do campo foi mencionado para a derrota. Não precisamos disso como desculpas, pois fomos superiores no tempo normal. Nossa cultura é especialista em arrumar desculpas para justificar o injustificável. Não é o campo que nos faz perder, é nossa atitude. A cultura americana e oriental AVALIA uma situação. Nós adoramos JUSTIFICAR uma situação. Nunca chegamos atrasados. É o trânsito que nos atrasa. Nunca tiramos uma nota baixa, é o professor que não presta; nunca perdemos um jogo, é o estado do gramado que o faz e por aí vai (o mais ridículo de tudo isso é que passa a ideia que o adversário ganhou num gramado impecável e bem cuidado). Reconhecer nossas fragilidades é meio caminho andado para a superioridade. Precisamos aprender isso rapidamente ou ficaremos sempre atrás dos que avaliam.
Para terminar, aprendi algo cedo na vida.  Sempre que possivel, decida nos 90 minutos. Por que? Porque os dois times, tanto as americanas quanto os brasileiros, foram superiores durante o tempo normal. Enfim, precisamos aprender a perder, avaliar a situação (jamais justificar) e ganhar os próximos jogos. Eis aí uma atitude de campeão.

Texto escrito por Claudemir Oliveira

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Não passe pela vida em vão

Confira quatro dicas de Daniel Pink para desenvolver e conquistar a ascensão profissional

O que dizer de um autor que lança um livro de negócios em formato de quadrinhos? Podemos começar por “criativo”, “irreverente” e “ousado”, por exemplo. Adjetivos que bem cabem a Daniel (Dan) Pink, um dos principais pensadores da gestão da nova geração. O livro é As intrépidas aventuras de um jovem executivo (ed. Campus/Elsevier), que traz dicas para a ascensão profissional.

Em entrevista publicada pela revista HSM Management, Pink contou que passou dois anos no Japão estudando a indústria do mangá, um formato de quadrinhos que é muito presente na vida dos japoneses. Naquela tradição, abrange os mais diversos temas. O autor observou que esse segmento de literatura estava ganhando terreno nos Estados Unidos. Homem de visão, Pink pensou: “Por que não usar essa forma de expressão tão poderosa para reinventar a literatura de negócios?”.

Ele concluiu que o mangá seria o formato ideal para transmitir as lições que o livro traz. Lições que, segundo o autor, não podem ser aprendidas por meio de uma busca na internet. Conheça quatro delas:

1. Não se prenda a um plano de carreira
Não é possível haver um caminho preestabelecido. Assim, agir de determinada maneira, só porque isso levará a certo patamar, não é boa estratégia. É o caso de quem escolhe determinada profissão não por gosto, mas por acreditar que poderá conseguir um trabalho melhor depois da formatura. Quando, porém, se decide fazer algo pela simples razão de fazê-lo, as possibilidades de sucesso são maiores - como para alguém que ingressa em uma empresa porque o trabalho é interessante e as pessoas são fantásticas, sem mesmo saber aonde esse trabalho o levará.

“O mundo é demasiadamente complexo para apostar nele como em um jogo. As pessoas que realmente prosperam são aquelas que fazem o que gostam e vivem com a ambiguidade de não saber o que acontecerá depois”, assinalou Pink.

2. Para ter mais valor, consiga o melhor dos outros
Para os homens e estudantes de negócios, essa lição tem relação com manter o foco no cliente. “Há grandes lucros, tanto psicológicos como profissionais, em ajudar outras pessoas a prosperar. Não é um jogo de soma zero. Se seu companheiro de equipe tem sucesso, não quer dizer que você perde”.

3. É preciso cometer erros excelentes
É natural ter medo de cometer erros, mas, se não se cometem erros, não se chega a destino algum. Mas muitas das pessoas que fizeram algo que valesse a pena fracassaram em algum ponto do caminho. Músicos erraram a nota, atletas tropeçaram e a Apple fracassou com o Newton.

“Acredito que, nos negócios, estamos infectados pelo que Tom Peters chama de “sucesso medíocre”. Há muitas coisas que estão apenas bem, não mal nem muito bem. Mas as coisas que mudam verdadeiramente o mundo vão muito além disso. Esse nível, contudo, é difícil de alcançar sem errar”, ponderou Pink.

4. Deixe sua marca, porque a vida passa
O desejo de deixar uma marca, de fazer algo que valha a pena, é inerente à condição humana. As melhores empresas e os empreendedores mais influentes agem nesse sentido.

“As escolas de administração deveriam reconhecer esse impulso humano inato e explicar aos estudantes por que criar produtos, serviços e experiências que melhorem a vida das pessoas de maneira nobre é uma forma de deixar tal marca.”

As intrépidas aventuras de um jovem executivo já nos sinalizou a marca de Pink, mas não é seu livro mais recente. Em 2009, ele lançou Motivação 3.0: os novos fatores motivacionais para a realização pessoal e profissional (ed. Campus/Elsevier), obra na qual ele aplica toda sua criatividade, irreverência e ousadia para desafiar algumas velhas verdades da gestão de pessoas. Sobre elas, ele falará ao público do Fórum HSM Inovação e Crescimento, que será realizado nos dias 28 e 29 de junho, em São Paulo.

Referência:

Knowledge@Emory. “5 perguntas a Daniel Pink”. HSM Management, São Paulo, n. 73, p. 26, março-abril de 2009.

Por Alexandra Delfino de Sousa, administradora de empresas e diretora da Palavra-Mestra.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Trate a carreira como um negócio

Ouvi recentemente de um empresário catarinense que não vivemos apenas uma "época de mudanças", mas sim uma "mudança de época". Isso exige uma nova forma de pensar sobre a vida e o trabalho.
A carreira tradicional acabou. Não fique esperando que a empresa onde trabalha planeje a sua. Quer fazer de sua carreira um sucesso? Trate-a como um negócio, ao invés de uma sucessão de cargos que pretende acumular ao longo da sua vida útil.

Você provavelmente sabe muito bem cuidar dos projetos da empresa onde trabalha. Seja pelo menos tão bom ao gerenciar o seu projeto de vida e carreira. Você já deve ter preparado algum tipo de business plan para um novo produto, um negócio ou um mercado que sua empresa está analisando.

Ou já deve ter assistido a apresentação de algum desses planos preparado por um colega. Se ainda não o é, você deve estar almejando um dia ser o presidente da empresa. Ou sonhando que um headhunter o recrute para ser o diretor-executivo de uma unidade de negócios ou até mesmo de outra empresa.

Mas, lembre-se, você já é o presidente da sua vida, o empreendimento mais importante que pode imaginar. Chegou a hora de preparar o business plan mais importante de todos o negócios com os quais já se envolveu até hoje: o da sua carreira.

Mas, como fazer?

O primeiro passo é mudar sua forma de pensar. Pense como um empreendedor, saia da zona de conforto que você construiu para si nos últimos anos. A década na qual vivemos hoje será lembrada no futuro como o início de uma revolução imperceptível, o momento em que um grande número de pessoas reassumiu as rédeas de seu destino, que havia sido de certa forma delegado à empresa, ao governo, à Igreja e a outras instituições.

No passado nos acomodamos com a tentativa das empresas de traçar os planos de carreira de seus funcionários. Mas isso não é mais possível, esse mundo acabou. O ritmo alucinante de mudanças no qual vivemos impede as empresas de fazerem planos de carreira de longo prazo. Uma simples razão: será que algumas dessas carreiras na ladeira organizacional ainda existirão daqui a 10 anos?

Se você tem tido sucesso e se acostumou a pensar e a fazer as coisas de uma forma nos últimos anos, saiba que o sucesso do passado não garante seu futuro. E que o maior inimigo do sucesso é o próprio sucesso que acaba fazendo-nos acomodar.

Não acredite que "devagar, e sempre, a gente chega lá". Hoje em dia, devagar não se chega a lugar algum e quem espera nunca alcança. Ou pode chegar tarde demais quando as oportunidades viraram a realidade de quem chegou mais rápido que você.

Outra forma de pensar que pode ajudar muito seu posicionamento estratégico no mercado de trabalho: as opções que você tem não se limitam aos competidores da empresa onde trabalha.

Muita gente quando pensa no mercado de trabalho se limita a pensar apenas na concorrência. Amplie seus horizontes. Pense em toda a cadeia do negócio. As oportunidades podem estar nos distribuidores dos produtos de sua empresa; ou em algum fornecedor estratégico, em algum parceiro. Ou pense em montar sua própria empresa para prestar serviços para o atual empregador.

Você já pensou onde quer chegar daqui a três anos? Sim, isso mesmo, você já tem visualizado o futuro que gostaria de inventar? Identifique onde você quer chegar com clareza pois fica difícil definir uma estratégia quando não temos clara a métrica do nosso sucesso.

E curiosamente a maioria das pessoas gasta a maior parte do seu tempo pensando no passado, de onde veio, as dificuldades que enfrentou, se vangloriando dos acertos que teve.

Outra grande parte do tempo também é usada em justificar onde está, o seu presente, os desafios que vive, as metas a alcançar até o final do ano. E acaba dedicando pouquíssimo tempo a pensar onde deseja chegar, a inventar seu futuro, a sonhar de olhos abertos com os pés no chão. Perceba que o importante não é de onde você veio, nem onde está, mas onde você quer chegar !

Vamos lá, mexa-se! Prepare um plano para sua carreira e trate-a como um negócio. Pense como um empreendedor. Evite se colocar como um empregado que pensa na seqüência de cargos que pretende acumular ao longo do tempo.


César Souza (Presidente da Empreenda, empresa de consultoria em estratégia, marketing e recursos humanos, além de autor e palestrante. Texto baseado no seu novo livro Cartas a um Jovem Líder. Para saber mais, visitewww.cartasaumjovemlider.com.br )

Portal HSM

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O DNA da inovação


Fábio Gandour, cientista-chefe da IBM do Brasil, questiona alguns conceitos sobre inovação e explica sobre algumas metodologias para monetizar ideias inovadoras

"Nosso País se beneficia pouco das inovações que faz e eu vim aqui exatamente para apresentar a vala que há entre inovação e ciência voltada para o negócio dentro das organizações". Foi assim que Fábio Gandour, membro da Academia de Ciências de Nova York e líder do recém-anunciado laboratório de pesquisa da IBM Research Division no Brasil, se apresentou no último dia de palestras do Fórum HSM de Inovação e Crescimento, realizado nos dias 28 e 29 de junho.

Para explicar sua afirmação, o cientista fala que o empresário brasileiro é por si só inovador, mas peca na hora de mensurar e registrar projetos, explicando, por exemplo, que o País possui índices baixíssimos de registro de marcas e patentes criadas. E alerta que tal deficiência pode ser explicada também pela falta de medição do processo de criação como um todo.

"Falta às empresas brasileiras enxergar a ciência como negócio, dirigindo suas práticas operacionais única e exclusivamente para o retorno do que se está investindo", diz Gandour.

Ele cita ainda como referência o DNA da Inovação, modelo criado pela cientista Ruth Ann Hattori, que define o modo como novas ideias devem ser trabalhadas para criar valor. Assim, Ruth propõe que a base da interação da empresa-mundo busque foco em seus players de mercado, adotando uma atuação estratégica que cria uma liderança capaz de proporcionar aos funcionários valores básicos, sinergia e diversão ao inovar.

Caminhos a seguir

Toda ideia inovadora deve possuir profundidade e clareza, abrangência e relevância, concisão e completude para sair do papel. Essas diretrizes norteiam o início das ações, mas são insuficientes para mudar o rumo de uma empresa. "A inovação sempre sustenta algum caráter novo e o maior desafio é aprender a medir os resultados para poder comparar os resultados sobre qual valor a ação proporcionou para seu cliente".

Para ele, o maior problema no mercado brasileiro ainda são os processos fundamentados no achismo, que pode ser utilizado como o início de um estudo, mas que depois é fundamental usar a tecnologia e todos os recursos disponíveis para tornar a ação um processo evolutivo.

Por isso que a inovação pode ser simples, ou seja, a partir da incrementação de um produto ou de vários produtos que trazem em si novos atributos. Depois, a empresa pode tratar a inovação como uma estratégia competitiva, diferenciando o seu produto dos demais concorrentes. Por fim, é necessário mensurar o valor percebido pelo cliente.

Ao se pensar na implementação de projetos inovadores, deve-se ter em mente que o que é um sonho torna-se realidade nos dias de hoje e a tecnologia permite um avanço inovador da sociedade, a estética muda, mas a funcionalidade é a mesma.

Mas e o valor humano? O capital intelectual é o que importa e por isso o DNA da inovação representado pela professora Ruth Ann Hattori coloca as pessoas no núcleo da ação. É a partir das pessoas que surgem as lições aprendidas e definem-se métricas que monitoram resultados. São elas quem executam e implementam processos e realizam a comunicação entre os times de projeto para se manter o foco no valor esperado pelo cliente.

"Por isso que atento todos aqui para criarem grupos com foco, disciplina, dedicação e resiliência, oferecendo a eles espaço para a inovação, de modo que eles possam humanizar conceitos, controlando e mensurando a qualidade dos processos", conclui Gandour.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

ESTRELAS AO MAR

Era uma vez um escritor que morava em uma praia tranqüila, próximo a uma colônia de pescadores.

Todas as manhãs ele caminhava à beira do mar para se inspirar e, à tarde, ficava em casa escrevendo.
Certo dia, caminhando pela praia, viu um vulto ao longe que parecia dançar.

Ao chegar perto, reparou que se tratava de um jovem que recolhia estrelas-do-mar da areia, para, uma a uma, jogá-las de volta ao oceano, para além de onde as ondas quebravam.

"Por que você está fazendo isto?", perguntou o escritor.

"Você não vê?", explicou o jovem, que alegremente continuava a apanhar e jogar as estrelas ao mar;

"A maré está vazando e o sol está brilhando forte... elas irão ressecar e morrer se ficarem aqui na areia."

O escritor espantou-se com a resposta e disse com paciência: "Meu jovem, existem milhares de estrelas-do-mar espalhadas pela praia. Você joga algumas poucas de volta ao oceano, mas a maioria vai perecer de qualquer jeito. De que adianta tanto esforço, não vai fazer diferença?"

O jovem se abaixou e apanhou mais uma estrela na praia, sorriu para o escritor e disse:
"Para esta aqui faz....", e jogou-a de volta ao mar.

Naquela noite o escritor não conseguiu escrever, nem sequer dormir.

Pela manhã, voltou à praia, procurou o jovem, uniu-se a ele, e, juntos, começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao mar.

Reflexão:
1. Quando foi a última vez que você jogou estrelas ao mar? Alguém já lhe ajudou a jogá-las?
2. E quantas vezes você ajudou alguém a jogá-las?
3. Quantas vezes você parou de jogar estrelas de volta, porque alguém lhe disse que não adianta, não tem jeito mesmo?
4. Você já se sentiu como uma estrela-do-mar, lançada de volta ao mar, salva por alguém?
5. Você lembrou de agradecer? Ainda há condições de agradecer? Façamos nosso mundo um lugar melhor. Façamos a diferença!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Não é dinheiro - Nizan Guanaes, Folha de S. Paulo (08/02/11)


SOU, COM FREQUÊNCIA, chamado a fazer palestras para turmas de formandos. Orgulha-me poder orientar jovens em seus primeiros passos profissionais.
Há uma palestra que alguns podem conhecer já pela web, mas queria compartilhar seus fundamentos com os leitores da coluna.
Sempre digo que a atitude quente é muito mais importante do que o conhecimento frio.
Acumular conhecimento é nobre e necessário, mas sem atitude, sem personalidade, você, no fundo, não será muito diferente daquele personagem de Charles Chaplin apertando parafusos numa planta industrial do século passado.
É preciso, antes de tudo, se envolver com o trabalho, amar o seu ofício com todo o coração.
Não paute sua vida nem sua carreira pelo dinheiro. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como consequência.
Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser um grande bandido ou um grande canalha. Napoleão não conquistou a Europa por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro.
E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. Tudo o que fica pronto na vida foi antes construído na alma.
A propósito, lembro-me de um diálogo extraordinário entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar dos leprosos, diz: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo". E ela responde: "Eu também não, meu filho".
Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar têm trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.
Meu segundo conselho: pense no seu país. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si.
Era muito difícil viver numa nação onde a maioria morria de fome e a minoria morria de medo. Hoje o país oferece oportunidades a todos.
A estabilidade econômica e a democracia mostraram o óbvio: que ricos e pobres vão enriquecer juntos no Brasil. A inclusão é nosso único caminho. Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laodiceia.
É preferível o erro à omissão; o fracasso ao tédio; o escândalo ao vazio. Porque já li livros e vi filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso (ou narra e fica muito chato!).
Colabore com seu biógrafo: faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.
Tenho consciência de que cada homem foi feito para fazer história.
Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, caminhando sempre com um saco de interrogações numa mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não dê férias para os seus pés.
Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: "Eu não disse? Eu sabia!".
Toda família tem um tio batalhador e bem de vida que, durante o almoço de domingo, tem de aguentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo o que faria, apenas se fizesse alguma coisa.
Chega dos poetas não publicados, de empresários de mesa de bar, de pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta à noite, todo sábado e todo domingo, mas que na segunda-feira não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.
Só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama "sucesso".
Seja sempre você mesmo, mas não seja sempre o mesmo.
Tão importante quanto inventar-se é reinventar-se. Eu era gordo, fiquei magro. Era criativo, virei empreendedor. Era baiano, virei também carioca, paulista, nova-iorquino, global.
Mas o mundo só vai querer ouvir você se você falar alguma coisa para ele. O que você tem a dizer para o mundo?


NIZAN GUANAES, publicitário e presidente do Grupo ABC.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Caos criativo: modo de usar

O Facebook é a cara do hoje. Seu segredo a publicidade conhece desde sempre: comunicação

Entramos na década em pleno caos criativo. As mídias sociais evoluíram e agora são só mídia. Todos viramos mídia. Tudo virou mídia. E mídia é um meio condutor. De conteúdo humano. O que é fantástico.

O Facebook divulgou que publicou 750 milhões de fotos sobre o último Réveillon alimentado pelos seus mais de 500 milhões de usuários famintos conseguidos em menos de sete anos de funcionamento.
Repito: 750 milhões de fotos que antes iam para uma caixa velha ou uma gaveta agora estão na nuvem para quem quiser olhar.

Como um economista, um político, um publicitário, um artista, um historiador ou uma empresa vai conseguir processar esse compêndio infinito da vida privada, no início do século 21, é um bom problema deles, mas quanta riqueza produzida e registrada.
Ninguém sabe ao certo o futuro do Facebook, mas mesmo assim ele já foi avaliado em US$ 50 bilhões pelo mercado neste início de década. Seu fundador, Mark Zuckerberg, 26, homem de 2010 da revista "Time", bilionário mais jovem da história, iniciou um processo de capitalização com o Goldman Sachs tão inovador quanto seu negócio principal.

O Facebook é a cara do hoje.

Seu segredo é o segredo da revolução em curso e que a publicidade conhece desde sempre: comunicação. Agora evoluída para conexão.
O Facebook é a cara do hoje porque é a nossa cara. Com suas conexões, permite-nos fazer algo de que sempre gostamos: mergulhar em vidas alheias. E algo que descobrimos adorar: expor as nossas vidas. Aliás, o grau de transparência de algumas pessoas na rede chega a constranger.

A tecnologia atual permite uma comunicação totalmente diferente de tudo o que conhecíamos.

Sim, essa evolução é natural e sempre aconteceu. Mas com essa velocidade?

O diário britânico "Financial Times", um guia atual para os perplexos, outro dia comparou a evolução da indústria gráfica com a evolução dos leitores eletrônicos.
Foram décadas entre a publicação do primeiro livro e a publicação do primeiro índice alfabético de uma obra, uma utilidade fantástica.

Hoje, assim que Steve Jobs e sua equipe lançam uma nova maçã no mercado, milhares de empreendedores começam a criar e a lançar aplicativos para o novo "gadget" (sorry, mas alguém tem uma palavra melhor em português para "gadget"?).
Enquanto no século 15 precisava-se de décadas para um pequeno salto na indústria gráfica, hoje as revoluções são por minuto. A velocidade está na alma do novo século, e precisamos nos adequar a ela. Capacetes são bem-vindos.
O Napster, site criado para baixar músicas livremente, destruiu de forma fulminante o modelo de negócios da indústria fonográfica global, que poucos anos antes comemorava recordes de vendas.

No processo, varreu do mapa gigantes varejistas como Tower Records e Virgin, templos de consumo cultural no final do século passado, hoje ruínas mesmo com o "boom" do consumo de produtos culturais via web.
As veneráveis livrarias seguem o mesmo caminho, sitiadas pelo e-livro e pelo e-comércio. Que chegaram para mais do que tudo facilitar e muito a vida dos amantes de livros, é oportuno exclamar diante do eterno choro dos pessimistas/saudosistas.
Isso serve para lembrar que o criativo é naturalmente destrutivo.

A única forma de ter esse caos criativo como aliado é entrar no fluxo e inovar. A inovação é ao mesmo tempo mãe e filha da comunicação.
Como escrevi aqui no ano passado: se você pensa que sabe tudo, está obsoleto. Quem diz que sabe tudo sobre o seu próprio negócio está morto. É preciso inovar. Para fazer mais rápido, mais sustentável, mais barato, mais produtivo, melhor.
As ferramentas nunca foram tão propícias e acessíveis. A computação em nuvem oferece a pequenos empreendedores acesso a uma infraestrutura cibernética tão sofisticada quanto ela pode ser.

Aproveitem. Mergulhem. Publiquem. Alimentem. Processem. Lancem sementes. Colham respostas. Colham clientes. Colham amigos.
Empreender é um ato coletivo, e você nunca mais estará sozinho.

NIZAN GUANAES
NIZAN GUANAES, publicitário e presidente do Grupo ABC, escreve às terças, a cada 15 dias, nesta coluna.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

E afinal, você é uma pessoa empática?

Revista Você s/a
Você assiste a uma palestra sobre como organizar equipes com competência. Participa de um seminário sobre técnicas de vendas. É selecionado para um emprego, um cargo novo ou uma função importante na empresa através de um processo denominado "dinâmica de grupo". E o tempo todo você está ouvindo falar sobre uma condição importante do comportamento humano chamada "empatia".

E você fica na dúvida se relaciona essa palavra (que o palestrante está usando com total naturalidade) com simpatia, antipatia ou com alguma patologia. Bem, alguma coisa boa deve ser, pois ele está afirmando que empatia é uma coisa que se você tiver, vai ajudar em seu trabalho, pois melhora as relações humanas.

Mas, afinal, o que é, exatamente, empatia?

É curioso, mas nesta semana um pequeno acontecimento me explicou com a precisão que a teoria não tem, o significado real dessa palavrinha. Aconteceu que eu esquecei meus óculos em algum lugar (o que não é muito incomum, quando usamos um par para ler, outro para trabalhar no computador, mais outro para dirigir e ainda um para dias de muito sol).

Na tentativa de encontrá-los, liguei para os lugares onde tinha estado durante aquela tarde, até que, no consultório de um amigo psicanalista, onde tinha parado para trocar umas idéias, a secretária disse-me:

- Tem um par de óculos aqui, sim, mas eu não seu se é seu ou é do doutor, pois ele usa um parecido com o seu. Só tem um jeito: precisamos esperar que ele chegue, aí ele testa os óculos e verifica se são dele ou não.

- OK. – respondi resignado.

- Só tem um problema – ela resolveu brincar comigo – quando o doutor coloca os óculos de outra pessoa, ele passa a ver o mundo do jeito que essa pessoa vê, aí ele descobre tudo sobre ela.

Eureka! Foi apenas uma brincadeira bem humorada, jogando com o fato dele ser um psicanalista, mas foi também uma ação pedagógica espetacular para explicar a tal palavrinha: empatia!

Os livros nos informam que empatia é uma condição psicológica que permite a uma pessoa sentir o que sentiria caso estivesse na situação e circunstância experimentada por outra pessoa. E é isso mesmo. Ver o mundo com os olhos de nosso interlocutor. Inclusive ver a nós mesmos.

Não há, com toda segurança, duas pessoas com a mesma impressão digital, com as mesmas características da íris ou mesmo com o mesmo registro de eletrocardiograma. Da mesma forma, não há duas pessoas que vejam o mundo, com a imensidão de detalhes que fazem parte dele, exatamente da mesma maneira.

Como será que meu cliente, que está neste exato momento em minha frente, depositando em nosso encontro a esperança para a solução de um problema dele, está vendo esse problema? Como ele está vendo o mundo com esse problema? E, principalmente, como ele está me vendo, já que, segundo ele – se não ele não estaria aqui – eu tenho o poder de resolver seu problema? Só vou descobrir tudo isso valendo-me da empatia.

Há duas práticas que criam empatia. A da pessoa que se coloca no lugar da outra e a da pessoa que estimula a outra a se colocar em seu lugar. No primeiro caso predomina a capacidade de entender e no segundo a capacidade de se fazer entender. As duas são igualmente importantes.

Ser empático não é ser simpático. A simpatia pressupõe solidariedade, a empatia pressupõe compreensão. A simpatia cria um envolvimento emocional, que pode prejudicar o julgamento. A empatia estabelece comunicação eficiente. Quando não se cria empatia em uma relação, não há verdadeiramente um diálogo, e sim dois monólogos ocorrendo simultaneamente.

E você, leitor, o que é? Empático ou apenas simpático?

Texto publicado sob licença da revista Você s/a, Editora Abril.
Todos os direitos reservados.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

5 excelentes motivos para prospectar clientes - Saia do lugar

Olá amigos!

Atualmente o número de pessoas que buscam criar um negócio próprio tem sido crescente. Porém, o número de empreendimentos que fecham antes de 3 anos é surpreendente.

Muitas vezes a resposta para a empresa ter fechado é algo como “as vendas não iam bem”, “o mercado estava desaquecido”, etc. Com minha experiência em vendas resolvi descrever 5 motivos para que as pessoas passem a usar a prospecção como estratégia de venda.

No meu ponto de vista, 5 excelentes motivos para prospectar clientes são:
Como prospectar clientes

Esperar o cliente chegar nem sempre é uma boa opção

1. A prospecção é a primeira etapa da venda
Prospectar é literalmente procurar o seu potencial cliente e dar um jeito de falar com ele sobre seu produto ou serviço. Se você está começando uma empresa sem muita grana para investir publicidade (como é o meu caso) é praticamente impossível não prospectar.

2. A prospecção é marketing corpo-a-corpo
Quando você começa a encontrar seu público-alvo e entra em contato com ele para apresentar seu produto com o objetivo de vendê-lo, está sempre coletando novas informações importantíssimas.

Se você tiver a mente aberta para evoluir constantemente, estas informações poderão ser a semente para aprimorar o seu produto ou serviço e torná-lo mais atraente, pois naturalmente você procurará atender exatamente o que seu público está precisando.

3. Prospectar é se autodesafiar
Prospectar pode ser chato no começo porque você recebe muitos “nãos”. Principalmente se seu serviço for algo que ninguém nunca ouviu falar. E estes “nãos” não são somente das pessoas que decidem não comprar nada, mas também de todas as vezes que você entra em contato e sequer consegue falar com a pessoa certa.

É necessário muito controle emocional e perserverança para sobreviver na selva capitalista com a sua empresa. É preciso ter raça para prosseguir e, ainda mais, anotar TUDO que aconteceu para avaliar depois o que foi feito corretamente e o que não deveria ter feito.

Crie indicadores para saber de forma atualizada quais os resultados você consegue com x horas de trabalho.

4. Prospectar é uma faculdade para empreendedores
Prospectar é se jogar no mundo. Se entregar aos leões e dar cara a tapa para ver o que acontece.

Prospectar é a primeira ação de um empreendedor que já tenha algo para oferecer ao mundo. Quando você prospectar aprenderá constantemente, não só como melhorar seu produto, mas também como as pessoas se comportam em relação aos negócios e à vida.

Sendo um bom observador não será difícil perceber com o tempo detalhes da linguagem verbal e não verbal. E isto tudo no final de algum tempo te tornará um mestre em negociar e em lidar com gente.

Isto é fundamental para quem sonha em ser um grande empresário.

5. Prospectar é a linha que separa o sonhador do empreendedor
Quem prospecta tem coragem de lutar para tornar real tudo aquilo que foi idealizado.

Espero que este conteúdo seja útil para quem investiu 2 ou 3 minutos para lê-lo.

Atenciosamente,
Renan V. J. de Oliveira (investindo muito tempo na arte de prospectar)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A importância da imagem pessoal

Segundo estudos na área de comportamento humano, a primeira impressão que uma pessoa tem da outra se baseia 55% em sua aparência e ações, 38% em seu tom de voz e 7% na propriedade intelectual, ou seja, no que é falado.

Isso demostra que os seres humanos são extremamente visuais e estão julgando uns aos outros constantemente pela aparência.

O mais surpreendente é que este julgamento é feito nos primeiros 10 segundos de convivência, ou seja, quando conhecemos alguém, antes mesmo de abrirmos a boca para nos apresentar, já estamos sendo avaliados quanto à classe social, situação financeira, personalidade, histórico e nível de sucesso.

Esta avaliação pode ser positiva ou negativa e pode ou não refletir o que somos e a mensagem que queremos passar.

O marketing pessoal envolve não só o que vestimos, mas também como falamos, andamos, nossos gestos, como olhamos, nossa postura, entre muitos outros fatores. Até o aperto de mão é analisado, acreditem!

É daí que vem a importância da imagem, ter o conhecimento para saber que mensagem estamos transmitindo aos outros e a certeza de que esta reflete o que somos, nossa personalidade, nossos objetivos e, mais importante ainda, o que realmente queremos mostrar aos outros.

Quando passamos uma imagem desconexa, não coerente com o que queremos vender, estamos fechando portas para nós mesmos. Afinal, se você não cuida nem de si mesmo, como pode cuidar de um projeto, empresa ou cliente?

Veja em uma seleção de emprego por exemplo. Foi-se o tempo em que sua competência era medida somente pela sua formação e percurso profissional. Hoje, a aparência e a postura tem papel fundamental, pois entre centenas de candidatos os selecionadores não tem tempo a perder: se olham para você e não conseguem perceber que sua imagem se encaixa no perfil da posição, você pode não ter nem a chance de demonstrar seus conhecimentos em uma entrevista.

Em uma reunião com um cliente em potencial, é necessário que todas as ondas da maré estejam a seu favor. Uma primeira impressão negativa pode criar uma resistência prévia às idéias que você vai expor e ser mais uma barreira para transpor, já imaginou?

Se você quer ser promovido, já deve desde já possuir a imagem de uma pessoa que pode assumir a posição que você deseja, pois assim não restarão dúvidas de que você se encaixa perfeitamente para a vaga. Você deve demonstrar com o conhecimento mas também com a sua imagem que você é capaz de assumir mais responsabilidades.

Isto somente mencionando o lado profissional, claro.

Com isso podemos entender que mesmo sendo super inteligentes e competentes, pessoas super legais e corretas, podemos estar passando uma imagem totalmente equivocada a nosso respeito sem perceber, nas mais diferentes situações.

Você já se perguntou o que as pessoas vêem quando olham para você?

E será que é esta a mensagem que você deseja transmitir?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Como Melhorar sua Rede de Relacionamentos

Não se acomode. Conhecer gente é fundamental para uma carreira.

Cristina Spera


......Aqui vão algumas dicas para você continuar melhorando sua rede de relacionamentos:

......· Amplie seus horizontes. Não se atenha às pessoas de sua atividade profissional ou de sua área. Trave conhecimento com profissionais dos mais diversos setores, em todos os níveis hierárquicos. E não se acanhe em avisar que deseja ter uma rede das mais ecléticas.

......· Defina seus objetivos. Se as pessoas de sua rede podem ser ecléticas, seus objetivos não. Eles precisam sem bem definidos, até mesmo para que você possa ser ajudado. Peça orientação, contato, carta de apresentação, mas sempre voltada para aqueles interesses específicos.

......· Seja paciente. Pode levar meses até que uma indicação traga algum resultado.

......· Vá aos eventos sozinho. Já está comprovado de que quem freqüenta os lugares sozinho conhece mais gente do que aquele que vai acompanhado.

......· Formule sua apresentação de 15 segundos. Quando alguém lhe perguntar “o que você faz” ou “por que você veio hoje”, saiba o que responder em não mais do que 15 segundos.

......· Retribua sempre. Ou melhor, dê até mesmo antes de receber. Oferece ajuda. E se souber de informação que interesse a alguém de sua network, avise. Assim, você sempre será lembrado.

......· Faça acompanhamento. Se recebeu indicação, agradeça, mesmo antes de saber se vai dar certo ou não. Mantenha contato constante, mesmo que seja para dizer “oi” pelo icq.

Fonte: Bumeran

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Um Meio ou uma Desculpa

Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.
Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.
O sucesso é construído à noite!
Durante o dia você faz o que todos fazem.
Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial.
Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.
Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas.
Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.
Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.
A realização de um sonho depende de dedicação, há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores pois...
Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO.
Quem não quer fazer nada, encontra uma DESCULPA.

sexta-feira, 25 de março de 2011

11 perguntas e respostas sobre Home Office

Trabalhar em casa é o sonho de muita gente, mas alguns receios ainda rondam a cabeça das pessoas quando o assunto é a criação de um Home Office. As mudanças são muitas e quando bem administradas podem proporcionar ao empreendedor que decide trabalhar em casa um ganho expressivo em termos de produtividade e qualidade de vida. Segue abaixo a entrevista realizada pelo estudante de jornalismo Ramon Martins.

1. O que é exatamente um Home Office?

É trabalhar fora do espaço de um escritório tradicional, de forma remota. Na maioria das vezes o trabalho é realizado à partir de um escritório em casa. Por isso o nome. O trabalho pode ser executado de forma autônoma (empresários e freelances), ou sob contrato (teletrabalhadores que têm a permissão de executar parte do trabalho fora do escritório da empresa)

2. Qualquer um consegue ter um Home Office e trabalhar longe da correria da empresa, ou existe algum perfil específico para esse tipo de profissional?

Algumas profissões não permitem que o trabalho seja realizado em casa. Algumas casas não comportam o home office. Algumas famílias não colaboram para que o trabalho seja realizado assim e algumas pessoas não tem o perfil e a disciplina necessária para esta modalidade. Os demais casos são candidatos.

3. Como funciona o dia a dia de quem pode trabalhar em casa? Como funciona a sua rotina de trabalho?

A rotina deve ser igual a de um escritório tradicional. Porém, permite-se um pouco de flexibilidade com relação aos horários e código de vestuário. A grande vantagem neste caso é o tempo ganho com deslocamentos.

4. Quais são as diferenças no dia-a-dia e responsabilidades do profissional que é autônomo e de um profissional que presta serviços para outra empresa?

Ambos tem responsabilidades e prestam contas, mas para diferentes pessoas. O teletrabalhador ao seu superior, e o autônomo ao seu cliente. No restante, a rotina deve ser parecida.

5. Quais são as principais vantagens e as maiores preocupações em trabalhar por conta própria?

Vantagens: aumento de qualidade de vida, saúde, flexibilidade de horários, possibilidade de ficar perto dos filhos, ganho de tempo sem o deslocamento, redução de interrupções de colegas e de perda de tempo com reuniões…
Preocupações: isolamento profissional, proximidade com a TV e geladeira, falta de concentração, falta de suporte técnico, interrupções dos familiares, procrastinação e síndrome de burnout…

6. Como começar um Home Office?

(1) Fazer uma auto-análise se existe o perfil (2). Decidir a atividade. (3) Conversar com a família. (4) Escolher um espaço na casa adequado. (5) Adquirir equipamento e mobiliário adequados. (6) Imprimir material de divulgação e apresentação (caso seja autônomo/empresário). (7) Estabelecer uma rotina de prospecção, horário de expediente, metas, etc…

7. O que se deve evitar para ter sucesso ao montar um escritório em casa?

A falta de disciplina…

8. Como você vê a importância da acessibilidade à tecnologia em relação ao desenvolvimento de projetos autônomos?

Com o desenvolvimento tecnológico muita coisa mudou, principalmente em relação à produção e disseminação de conteúdo. O acesso gratuito à informação e às ferramentas de trabalho com certeza viabilizam muitos aspectos do trabalho em casa. Para começar, sem internet e e-mail provavelmente o trabalho em casa seria impossível. Seja em pesquisas de conteúdo, comunicação com cliente e fornecedores ou atualização profissional, a tecnologia é a grande aliada nesta modalidade de trabalho.

9. Como delimitar quando já se encerrou o expediente ou se ainda é necessário continuar e insistir até que o trabalho esteja concluído?

O ideal é obedecer a um horário de expediente pré-definido. Mas como há flexibilidade de horário, podem haver exceções (cuidando para não se criar um hábito). O importante é respeitar o bioritmo (cada pessoa produz melhor em certo horário), sem perder o equilíbrio.

10. O que uma empresa ganha ao contratar os serviços de um profissional que trabalhar em um Home Office?

No meu caso, a economia que tenho no overhead da empresa (custos com aluguel, luz, água, etc), é repassado sob forma de desconto para meus clientes. E como posso gerenciar meu tempo de uma forma mais otimizada, acabo trabalhando com prazos mais curtos. Em resumo, meus clientes recebem a qualidade de uma agência grande, com preço e prazo de freelancer.

No caso de um funcionário contratado, a vantagem está na economia do posto de trabalho. O espaço físico, estrutura, mobiliário e equipamento custa caro em uma empresa. Se o funcionário utiliza sua própria estrutura, acaba economizando estes custos.

11. Home Office é uma tendência? Por que?

Acredito que sim. Está havendo um grande aumento no número de profissionais que trabalham de casa. A tecnologia cada vez mais acessível e o trânsito das cidades cada vez pior está favorecendo muito para o crescimento deste modelo de trabalho.