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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

IPad: Inovação é oportunidade, não “risco"

Este final de ano foi marcado pelo lançamento, no Brasil, de uma novidade tecnológica ansiosamente aguardada, o iPad. E tenho notado, em meus contatos com os gráficos, a inquietação constante: “poderá a internet e, mais recentemente, o lançamento do iPad, de alguma forma, prejudicar o produto impresso?”

No passado, sempre que uma nova tecnologia era desenvolvida, os pessimistas alardeavam o pior. Foi assim com a chegada da televisão, que iria liquidar o rádio e o cinema - e os dois estão aí, mais fortes e dinâmicos do que nunca. Ambos os veículos souberam se reinventar, trazendo ao público aquele “mais” que torna um produto especialmente atrativo.

No caso do cinema, grandes sucessos de bilheteria sucedem-se temporada após temporada. “Avatar”, lançado no começo deste ano, já arrecadou mais de dois bilhões de dólares. Nada mau para uma mídia destinada a “morrer”... James Cameron soube utilizar a tecnologia, no caso a filmagem em “3D”, para levar aos cinemas multidões de espectadores que se encantaram com a criatividade do diretor.

Nos livros, títulos da série Harry Potter e Crepúsculo vendem milhões de exemplares para um público adolescente que já cresceu em um mundo digital. Prova de que, com criatividade e talento, o consumidor sempre é fisgado e lança-se com prazer ao que sente que acrescenta algo à sua vida.

As novidades, como o caso do iPad, podem até assustar no momento em que são lançadas, pois vêm com todo aparato da mídia mundial. Depois que a poeira baixa, percebemos que são apenas mais um veículo para os leitores, e que, como qualquer produto, encontrará usuários, sem, contudo, ameaçar os setores já existentes.

Outra preocupação pertinente no tocante ao avanço das mídias digitais no campo da informação diz respeito à qualidade dos conteúdos produzidos e armazenados. Megaempresas digitais, como a Apple e o Google, cresceram tanto, e com tantas ramificações, que não seria exagero afirmar que nos tornamos quase reféns desses conglomerados, e que estes podem, se assim o desejarem, manipular as informações de acordo com seus interesses. Outra desvantagem é que, ao consultar sites de busca como o Google e o Yahoo, a informação flui como uma cascata, sem qualquer filtro.

É aí que entra a credibilidade do produto impresso. Ao comprar uma revista ou um jornal, por exemplo, temos a certeza de que ele foi feito por profissionais experientes e preparados. Sabemos, de antemão, que as informações ali reunidas passaram por um crivo que as tornam mais confiáveis. E o consumidor busca sempre isso: credibilidade e confiança.

O que tenho sempre recomendado é que façam o que sempre fizeram – sobretudo aqueles que conseguiram êxito em seus empreendimentos: arregacem as mangas e procurem enxergar nas novas tecnologias uma oportunidade de crescimento. Agreguem valor ao seu negócio. Esse é o caminho que conduz ao sucesso.



HSM Online
10/12/2010

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Torne seu dia extraordinário

por Fernando Oliveira em Blog | 0 comentários

O que vivemos hoje é conseqüência de nossas escolhas passadas! Por mais que isso seja um fato, muitas pessoas passarão a vida tendo apenas alguns momentos especiais, tais como o dia da formatura na escola, o casamento, aniversários, nascimentos e mortes de pessoas queridas, datas que em geral tornam o dia marcante.

Alguns podem afirmar: “Mas é assim que as coisas acontecem. Minhas maiores lembranças são de quando me formei, quando me casei, quando tive meu primeiro filho etc.” Eu concordo com você. Realmente temos mais facilidade para lembrar momentos como esses, pois essas datas marcam nossas vidas para sempre! Mas por que isso acontece? A resposta óbvia é que todas essas datas são acompanhadas de intensa emoção. O nosso cérebro tem a capacidade de registrar e armazenar com mais facilidade algo que nos aconteceu quando estamos abertos aos acontecimentos.

Lembro-me da época em que eu pegava ônibus todos os dias para ir trabalhar. Depois de um tempo tudo era muito parecido, eu via praticamente as mesmas pessoas no ponto de ônibus, o trajeto era o mesmo e praticamente nada mudava, até que passei uma temporada fora do país. A partir dessa experiência mudei a minha forma de ver as coisas. Quando retornei ao Brasil e voltei à antiga rotina comecei a perceber as mesmas coisas de forma diferente, um mundo novo se abriu para mim (ou melhor, eu me abri para novas perspectivas!). Isso foi incrível.

Lembro-me de uma história que o escritor Zig Ziglar conta no livro “Além do topo”. Numa determinada circunstância, alguns passageiros entram num avião e, entre eles, um casal com sua pequena filha de quatro anos que ao subir as escadas é atraída por algo que chama sua atenção. A porta da cabine do piloto está aberta e a pequena garotinha observa a infinidade de botões que todo avião possui. Impressionada com aquela visão ela exclama um surpreendente “nooooossa!” Quando me lembro dessa história, percebo que quando recebemos o “título” de adulto deixamos de nos impressionar com as coisas maravilhosas ao nosso redor e passamos a esperar somente as datas importantes para registrar os acontecimentos em nossa memória.

Quero lançar um desafio a você e espero que você o aceite. Isso não tomará quase nada do seu precioso tempo. Feche os olhos, “olhe” para o seu passado e procure relembrar diversas situações vividas. Se à sua mente vêm apenas uns poucos momentos especiais é muito provável que você tenha deixado de enxergar as pequenas coisas extraordinárias que estão acontecendo à sua volta. E que estão disponíveis a você diariamente.

Para transformar nossos dias em extraordinários é preciso enxergar as coisas de forma diferente e deixar a emoção aflorar. Tal como a menina do avião, diga “noooooossa” às situações corriqueiras de sua vida. Diga isso para cada dia, para cada pôr-do-sol, para cada estrela, para o fato de que seu coração continua batendo hoje enquanto muitos não tiveram esse privilégio e, principalmente, para o fato de que a partir de agora você tem a oportunidade de escrever sua história com muitos momentos e datas especiais. Viva hoje e torne o seu dia extraordinário. Lembre-se disso todos os dias.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Inovação digital: em qual século você está? Parte I


Por que é tão difícil implementar em algumas empresas a revolução e transformação de antigas crenças e estratégias voltadas para o ser humano, como ser integral, que necessita equilibrar corpo, mente, alma e espírito? Enviada por Silvia Silveira
Gil Giardelli: Por que vivemos em um hiato de séculos! Modelos organizacionais do século XIX e pessoas com anseios do século XXI, porém, a mudança é lenta e estrutural. Empresas começam a calcular o FIB (Felicidade Interna Bruta) de seus colaboradores, outras empresas calculando “Índices de Inovação e Criatividade”, federações patronais criando “Conselho de Economia Criativa”. Outras empresas incentivando a colaboração coletiva (chão de fábrica e alta gestão).
Ou seja, vivemos o início da economia do terceiro milênio. Uma “Mudança de paradigmas para assimilar e transitar num novo mundo, onde a tecnologia cresce de maneira exponencial. Sem espaço para pensamento linear e cartesiano. Sem espaço para individualismo. Inovar, solidarizar-se, atuar socialmente e emprender”, blogou Ana Lúcia Pompermaye. 



Um dos temas do Marketing 3.0 é a grande influência que as Redes e Mídias Sociais passaram a ter sobre a decisão de compra do consumidor. Antes, o consumidor pedia a opinião para dois ou três amigos sobre um determinado produto ou determinada empresa. Agora, com as redes sociais são milhares de "conselheiros" que ele tem a disposição para ajudá-lo na hora da compra. Para uma empresa que pertence a um setor com um grande número de registros em órgãos de defesa do consumidor, como bancos, telefonia e operadoras de saúde, qual seria a melhor opção: aderir as redes ou permanecer apenas nos outros meios de comunicação? Enviada por Ramon Felippe Bonfim Marendaz
Gil Giardelli: As empresas não entrarem nas redes sociais, equivale à discussão se elas deveriam ter telefones na mesa de cada colaborador na década de 70, fax na década de 80 e e-mail na década de 90. Não participar das mídias sociais é perder competitividade, potencial criativo e inserção no século XXI. 
Para incrementar, ao contrário da Europa e Estados Unidos, no Brasil as pessoas fazem negócios com pessoas! Executivos de vendas levam suas agendas e contatos para sua nova empresa. Enquanto nos outros países, os negócios são – em sua grande maioria – de empresas para empresas.
E no mais, na era da democracia digital sai o consumidor e entram pessoas com seus anseios. Demoramos a entender isso. O consumidor existiu na era da TV, quando você comprava uma TV tornava-se mais um consumidor. Na era digital as pessoas compram qualquer aparelho conectado a Internet e se tornam um produtor. Portanto, saem os consumidores e entram as pessoas engajadas! E o grande negócio do século XXI é como transformar as pessoas em advogados de marcas.



Consigo visualizar facilmente a efetividade da utilização de mídias digitais para empresas de B2C, que possuem um relacionamento direto com o consumidor final. Contudo, quando falamos em B2B, e relacionamento entre empresas, como pode-se delinear uma estratégia de inovação digital? O senhor poderia dar exemplos de empresas que conseguiram trabalhar com redes sociais nessa área?
Enviada por Larissa Nunes
Gil Giardelli: Ainda é embrionária a utilização no B2B, porém várias empresas globais estão desenvolvendo ações em redes sociais para construir reputação, ferramenta educacional, destacar-se da multidão (concorrência), investigar comportamento dos clientes e concorrentes e aprender com os outros.
A IBM hoje é a empresa que mais utiliza redes sociais para construir negócios B2B. Um terço dos seus funcionários, espalhados em 140 países, são grandes usuários de redes sociais e do crowdsourcing. A gigante Sodex, líder no setor de serviços alimentícios utiliza a ferramenta para fazer recrutamento.A Petrobras no Brasil utiliza redes sociais fechadas para discutir pré-sal e efetivar gestão de conhecimento.
A 37signal utiliza seu blog como ferramenta educacional B2B. O Hospital Israelita Albert Einstein, utiliza redes sociais para propagar estudos clínicos, mensagens de integração entre médicos e colaboradores. É tudo muito novo, então lembre-se, ser o segundo é ser o primeiro dos derrotados. Inove agora, este é o momento.



No contexto da inclusão digital e do Marketing 3.0, você acredita que as empresas procurando focar mais no ser humano e menos no consumidor devem ter uma abordagem mais holística e pessoal? Elas devem se preocupar também com o bem estar e aconselhamento de seus prospects e clientes em questões diversas e não somente com assuntos específicos ao seu segmento de atuação?
Enviada por Fernanda Terra
Gil Giardelli: A economia global está em transição: acaba a era da informação, começa a era da criatividade. São novas formas: propriedade intelectual, Economia Criativa, capital cultural, capitalistas sociais, Indústria de ideias, Sustentabilidade, negócios soiciais, missões sociais, Pensamento verde, Liberdade de consciência.
Se você é uma empresa do setor automobilístico, falar apenas do seu produto é chato. Você pode falar de urban style, cultura, moda. Dar dicas de trânsito, dicas de viagem e de entretenimento. Se não, seremos o amigo chato, que sempre que encontramos ele fala só de si e não pergunta como você está.

Atualmente trabalho em uma companhia que oferece soluções integradas de sistemas (ERP + Core Business), totalmente voltada para o setor de agronegócio. Fazendo uma análise setorial, vemos que o mercado de ERP encontra-se em estágio de crescimento e, quando analisando apenas as grandes organizações, podemos até concluir que já estão em níveis de maturidade. Se tratando do mercado agropecuário podemos observar uma diferença brutal nesta análise, visto que o setor ainda está em fase de introdução do produto, porém com uma peculiaridade muito grande dos demais setores da economia: o produtor rural tem uma barreira cultural muito grande em relação à adoção deste tipo de tecnologia. Atualmente o produtor rural investe muito em ferramentas e maquinários, porém quase nada em gestão. Estudos realizados pela EMBRAPA dizem que em torno de 80% dos produtores nacionais, não utilizam se quer um computador para fazer gestão de seus negócios. Neste contexto, podemos ver que a gestão agropecuária nacional não se encontra de maneira alguma, sequer aos padrões do século atual. Como então podemos iniciar um processo de inovação digital em um mercado com tamanha barreira cultural como a do agronegócio? Enviada por Leonardo Borges
Gil Giardelli: Para este tipo de indústria, o melhor caminho é a educação. Criação de workshops, grupos de estudos, apresentação de cases, intercâmbios internacionais de ações inovadoras. E como contra fatos, não há argumentos números e dados de concorrentes em outros países são importantes.



Como fazer com que todos os funcionários de uma empresa se preparem e colaborem com a inovação digital? Enviada por Gustavo Haruo Fukutaki 
Gil Giardelli: Liderar a inovação digital nas empresas, primeiramente deve ser uma atitude da presidência da empresa. Se os principais executivos não acreditarem no processo, nada avançará. Depois, devemos entender que inovação há curto prazo será um investimento, e como vivemos na ditadura da planilha do Excel, muitas empresas só pensam por trimestres, ainda enxergamos aquele mundo onde você diz: “tive uma grande ideia para o futuro da empresa.” Alguém responde: “respire fundo que passa.



Sou mestrando em engenharia de produção na UNESP/Bauru-SP e minha pesquisa é na área de gestão da inovação, mais precisamente, o envolvimento de usuários no processo de inovação por meio de tecnologias da web 2.0. Meu estudo de caso é o Fiat Mio, lançado recentemente no salão do automóvel em São Paulo. Um caso único na indústria automobilística e open innovation e envolvimento de usuários. Baseado nisso, minha pergunta é a seguinte: "Quais as competências necessárias as organizações precisam para implementar projetos de open innovation utilizando os recursos existentes na web 2.0?" 
Enviada por Sergio Mazini 
Gil Giardelli: Antigamente acreditava-se que inventores eram gênios solitários. Uma série de pensadores acredita no conceito de inovação e invenções simultâneas, onde empresas e clientes são “colônias de diversos criadores que interagem e influenciam uns aos outros. O Fiat Mio foi uma invenção coletiva e devemos entende-lo como um exterminador de paradigmas. Há poucos anos, protótipos de carros eram guardados a sete chaves. Este foi colocado no Youtube. A montadora entendeu que o grande negócio do século XXI é o open source, a sabedoria das multidões. Para uma empresa entrar nesta era deverá desmontar paredes, quebrar egos, colocar jovens em seu conselho e perceber que a inovação não está nas salas das reuniões da diretoria. Na maioria das vezes está no chão de fábricas ou nas ruas das megalópoles.



Por que as pessoas evoluem mais rápido do que as empresas, se as empresas são grupos de pessoas? Quando se pensa em inovação dentro das empresas, qual o caminho mais fácil de se trilhar: demite boa parte de quem deveria pensar em inovação e contrata sangue novo, ou quebra seus paradigmas e constrói uma nova cultura? Enviada por Bruno Figueredo.
Gil Giardelli: Steven Johnson em seu novo livro descreve: invenção simultânea como “casos em que várias pessoas vêm com a mesma ideia em quase exatamente o mesmo tempo.” Descobertas como o cálculo, a bateria elétrica, o telefone, a máquina a vapor, o rádio, inovações revolucionárias onde vários inventores trabalharam em paralelo, sem conhecimento um do outro. A inovação vem de cenas sociais, de grupos ligados e apaixonados.
Além das empresas, o magnata e ex-professor da Harvard Business School John Sviokla, defensor de tecnologias disruptivas, open innovation, reputação corporativa e reputação on-line escreveu lúcido artigo “A mídia social, representa a transformação do capitalismo como nós o conhecemos”. Para ele, os pilares do capitalismo são a absorção coletiva do risco e a capacidade de se auto-organizar. E descreve as três ondas de capitalismo.

Onda do capitalismo – Criar novos empreendimentos no novo continente, a América.

Onda do capitalismo – Empreendedores individuais como Henry Ford, Louis Chevrolet (GM), Alexander Graham Bell (At&T), Dupont, e recentemente Bill Hewlett e David Packard (HP) e suas inovações individuais, ferrovia e telégrafo. (Demanda e gestão)

Onda do capitalismo – Era digital – Transporte de dados, infraestrutura global, sabedoria das multidões, inovação disruptiva e coletiva, consumo coletivo, a absorção coletiva de risco, o financiamento coletivo – “Um excelente exemplo é o YouTube, fundado por Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim, todos ex-alunos do PayPal (Outra empresa da 3ª onda). Veja mais detalhes aqui.
Combina com o que eu tennho dito em palestras há 10 anos – Passamos pela Humanidade 1.0 – Agrícola, Humanidade 2.0 - Industrial, a Humanidade 3.0 -Tecnológica, a Humanidade 4.0 Cyber-espiritual e hoje vivemos o mix de todas as humanidades na 5.0 - a Democracia das redes sociais.
Sou Gerente de Marketing da Voltts, empresa que desde 1992 atua como importador e distribuidor de diversos fabricantes internacionais no Brasil. Nosso foco de atuação é na distribuição de componentes eletrônicos para a indústria eletroeletrônica brasileira.

Como aplicar as mudanças do Marketing 3.0 em uma empresa voltada para o B2B, que distribui um produto de compra extremamente técnica a indústria brasileira, sendo que seus clientes vão desde grandes multinacionais, onde o processo seria muito mais fácil de ser aplicado, até pequenos técnicos em eletrônica, que ainda não tem acesso à e-mail, por exemplo. Como estar preparado para atender aos dois públicos ao mesmo tempo, sem no entanto se desfazer de nenhum deles, uma vez que ambos são lucrativos para a empresa? Enviada por Fernando Rossini
Gil Giardelli: Fernando, parte desta pergunta foi respondida nas questões acima. Seria muita presunção achar que todos os clientes devem ser impactados pelas mídias digitais. Devemos respeitar aqueles milhares no Brasil que ainda preferem impressos, TV, rádio, contato do vendedor etc. Está é a grande complexidade, a comunicação é multicanal, em duas vias e sem barreiras. Agora, está em suas mãos para entender cada cluster de clientes e aplicar a melhor forma de marketing.

Início Inovação digital: em qual século você está? Parte II

Inovação digital: em qual século você está? Parte II

Baseado nos conceitos do Marketing 3.0, quais estratégias devemos implantar quando em uma empresa familiar, metade dos clientes adoraria migrar para os mais profundos níveis de modernidade e tecnologia, enquanto outra parte ainda é fiel aos papéis e antigas práticas? Enviada por Alyne Benith
Gil Giardelli: Vale a resposta acima.

Entendo a inovação como conceito de um novo olhar e ação sobre algo que já existia. Dentre minhas questões a que segue é uma questão prática que tenho visto muito entre empresas que contratam um serviço de comunicação e comunicadores. A tecnologia está cada vez mais a favor da comunicação direta com o usuário, mas as vezes parece que as equipes responsáveis pela criação de conteúdo ainda não conseguiram adequar sua linguagem para o meio digital, bombardeando o usuário com posturas que parecem deslocadas, como spams, tweets de divulgação insistentes, textos gigantescos etc. Como chegar a um ponto de equilíbrio entre a vontade do cliente que contrata o comunicador para divulgar e vender seu produto e os desejos do usuário que vai receber essa informação? Enviada por meryenn.
Gil Giardelli: Não podemos usar velhos mapas, para descobrir novas terras! Como você explanou acima, muitos comunicólogos utilizam de estratégias do passado. 
Observe este erro das empresas: Alguém em sua sã consciência, quando recebe um elogio, sai correndo para contar para outro amigo. “Você não sabe. Fulano disse que eu sou fantástico”
Este é o Retweet de elogios das empresas. ;-) 
Portanto, nunca neste mundo diplomas tem data de validade. Acabou seu curso de comunicação, seu diploma já venceu. ;-) 
 
Em 1993, na Inglaterra, a seguinte frase me causou espanto: “Precisamos reduzir nossa produção para vivermos melhor. Produzimos e desperdiçamos muito”. A frase contrariava todas as tendências do mercado, que apontam sempre em direção ao crescimento (da produção e dos lucros). Dezessete anos depois, a frase continua atual. Falamos em sustentabilidade, mas não abrimos mão do crescimento. Talvez este crescimento tenha nos levado a um grau de produção (e não-sustentabilidade) que gerou riqueza, mas não necessariamente nos elevou como seres humanos para uma posição de bem-estar, onde sentimentos segurança, confiança, realização e - acima de tudo - felicidade. Como conciliar o bem-estar do ser humano com a busca competitiva e contínua do lucro pelas empresas?Os negócios serão sustentáveis ou não existirão. Cada ação deve ser pensada em três ângulos: Ambiental, Social e Econômico. É o momento de discutirmos simbiose industrial, energias renováveis e tecnologias emergentes. A linha tenue entre “Exceder os limites e esgotar o planeta ou viver em um planeta sustentável! Enxergue a nova onda ou afogue-se nela! Perceba que o aumento de apenas 4 graus, significa que a Amazônia será um deserto.Calcular nossa pegada ecológica (EF) uma medida do consumo de recursos naturais renováveis por uma população. O cálculo da área total da terra produtiva ou do mar exigida para produzir as colheitas, carne, madeira, energia e fibra que um pais necessita”, ensinou David Thorpe em recente visita na ESPM a meu convite.

O Brasil é o 3º país em emissões de gases de efeito estufa. Porém, podemos nos tornar os líderes nos novos modelos comerciais e nas áreas de negócio greentech. As companhias serão obrigadas a abraçar modelos sustentáveis para fazer negócios. Reduzir, Reutilizar, Reparar, Reciclar e Renovar e pensar nos três Ps - Pessoas, planeta e Profit (lucro). São os novos mantras deste século. Não é sobre o dinheiro mas sobre a qualidade de vida! Realização! Você pode se perguntar, o que isso tudo tem a ver com marketing 3.0? Tudo! Não adianta ser moderno na comunicação e o mundo não existir para vê-lo! Simples, não?

Seja um Green Tech! É moderno, simpático, inteligente e salvará o planeta! Uma lista das tecnologias que vão mudar o mundo do Instituto Gartner que vão impulsionar a web 3.0, a web das coisas, aponta a computação verde, comunicações unificadas, implicações multinúcleos, gerenciamento de metadados, virtualização, computação na nuvem, mashups, servidores em tecido, internet do mundo real e software social.

Exemplos de indivíduos inventivos que com pequenas ações mudam o mundo! Depois reflita o quê você pode fazer para ajudar a construirmos uma economia inclusive!



Que tipos de negócios engajam consumidores de games nas redes sociais? Enviada por André Miguel
Gil Giardelli: Na era do você é o que você compartilha! A nova moeda do século XXI é a reputação! Baseada em credibilidade e confiança. Usuários de redes sociais amam essa moeda ;-)



Quais são os principais questionamentos que uma empresa deve fazer após constatar que ela realmente precisa aderir ao meio digital? Como entender, treinar e criar sinergia entre as gerações Z, Y e X?
Enviada por Raphael Peres Corrêa
Gil Giardelli: a primeira pergunta foi respondida no contexto das questões acima.
Não acredito em nomeclaturas de gerações. Ser jovem e digital, nos dias de hoje não tem nada com idade e sim como você encara as mudanças deste novo mundo.
São hiatos de gerações. Imagine, você contrata um jovem profissional, extremamente conectado e engajado e quando ele chega em seu primeiro dia de trabalho, hierarquias, regras proibindo pensamentos inventivos, modelos militares e redes bloqueadas.
Enquanto que no quarto dele, em seu ambiente, ele vive um mundo de compartilhamento. Provavelmente, ele inovará em outro canto.
Há algumas décadas o marketing no Brasil tinha grande força na sua disseminação “boca a boca”, muito fundado em um valor humano fundamental, a confiança baseada nas relações interpessoais. Tanto é verdade que até hoje encontramos mercearias e outros comércios em que ainda existe o ilustre caderno para compras fiadas. 



Na atual sociedade que se forma com a Geração Y, estritamente vinculada à tecnologia e à comunicação virtual, ausentando-se dos laços sociais, como uma pequena ou média empresa, que não tenha condições financeiras para investimento em novas formas de comunicação digital, sobreviverá frente aos grandes concorrentes e as empresas de grande porte? Vou um pouco mais além, como a comunicação digital interferirá na desenvolvimento econômico das empresas que não sejam consideradas as grandes de seus setores?
Enviada por Eduardo Bittar, Recursos Humanos da Real Moto Peças Ltda
Gil Giardelli: Sai o maior engolindo o menor, pelo mais lento ficando para trás. Bem vindo a era do empreendedorismo! A era do capitalismo social. Da diversidade cultural.
Os Tech inovadores têm como mantra “O que você está fazendo pode mudar o mundo ou começar uma nova economia?” É a cultura da geração da generosidade, do movimente-se primeiro e do corra riscos! Nada novo. 
Surpreso? A inovação da máquina a vapor criou o capitalismo. Um pouco depois entre 1896 e 1930 nasceram 1.800 fabricantes de carros, sobreviveram apenas três empresas e redesenharam a era industrial! Tanto os inventivos a vapor, como os fundadores da indústria automobilística tinham o sonho de mudar o mundo!
E neste momento, no apogeu da democracia das redes sociais, da inteligência universal e do livre mercado, fundamos a Cyber Humanidade, a Humanidade 4.0! É o espírito pioneiro se renovando, o mundo como um vilarejo, a era do supere-se e a era dos inovadores sociais – pessoas para as quais o outro é um valor em si!
A Geração Y é rotulada como a geração 2.0 e muito tem se falado de como esta geração irá ou já está mudando o mundo corporativo e como devemos incorporar esta nova geração que cresceu ligada a tecnologia e um ambiente onde muitos ainda possuem dificuldades em acessar a internet (geração baby boomers). Se já estamos falando do Marketing 3.0, estamos dizendo que a própria geração Y já está ultrapassada?
“Como convencer as empresas/empresários da importância do uso da certificação digital em seus processos, antes que estes sejam “obrigados” por uma força compulsória do Governo, RFB etc?
Precisamos de empresários magnanimous! Progressistas na era das grandes verdades, nossa classe empresarial sofre de analfabetismo digital. Não entende o contexto, quiça “certificação digital”. E a nossa classe dominante de empresários criou seus negócios na ”ditadura”, portanto só reagem ou sobre pressão das leis ou das benesses governamentais. Como diria o poeta Cazuza ”A tua piscina está cheia de ratos, tuas idéias não correspondem aos fatos! O tempo não para! Eu vejo o futuro repetir o passado! Vejo um museu de grandes novidades” #prontofalei ;-) 
Entendeu a contracultura digital? Então, não use velhos mapas para descobrir novas terras!

Inovação digital: em qual século você está? Parte I

Mais sobre Gil Giardelli: CEO da Gaia Creative, onde implementa ações de redes sociais e web colaborativa para empresas como BMW, Hospital Einstein, Mini Cooper, Grupo Cruzeiro do Sul entre outras. Professor de MBA, do CIC (Centro de Inovação e Criatividade) e Pós graduação da ESPM).

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Coerência. O pilar essencial do verdadeiro líder

Que o líder competente inspira pessoas comuns para atingir objetivos incomuns, não é nenhuma novidade. O que nem todos sabem é que antes de pretender liderar os outros, você precisa aprender a liderar a si mesmo.

A literatura - assim como a maioria dos programas de desenvolvimento de líderes - ainda enfatiza o uso de técnicas sobre como melhor comandar subordinados e como transformar nossas equipes em um time de alta performance. Só que ensinam, no máximo, a sermos gerentes mais eficientes da vida dos outros, não necessariamente a sermos líderes mais eficazes da nossa própria vida.

Sabemos que, ao liderar, desafiamos as pessoas a mudarem seus hábitos cotidianos, posturas, atitudes, comportamentos, modos de pensar. Enfim, a modificar a forma de encarar suas vidas. Mas, precisamos entender que a mudança começa dentro de cada um de nós. O líder, quando deseja mudar algo, deve começar a mudança em si. Deve inspirar pelo exemplo, não apenas pelo discurso.

Não se trata de uma questão técnica. Trata-se de um conjunto de atitudes, posturas, de algo intangível, mas bastante diferenciador na competência do líder. Para liderar a si próprio, cada um precisa ter uma clara percepção das suas competências e emoções, pontos fortes e fracos, necessidades, desejos e impulsos. Quem possui um elevado nível de autoconhecimento sabe o efeito que seus sentimentos têm sobre si mesmo, sobre as outras pessoas e sobre seu desempenho. Por exemplo, um líder que reconhece sua dificuldade em lidar com prazos muito curtos, planeja seu tempo cuidadosamente e delega tarefas com antecedência.

Quem se conhece bem sabe aonde quer chegar e por quê. Assim, é capaz de recusar uma oferta de trabalho financeiramente tentadora, se isso for contra seus princípios ou não se alinhar com seus objetivos de longo prazo. Por outro lado, quem não se conhece adequadamente acaba tomando decisões que geram insatisfação interior por ferirem valores profundos. E, certamente, isso afetará de forma negativa a maneira como irá liderar os outros.

Quem se conhece, admite seus fracassos com franqueza e até relata essas situações com naturalidade. Essa é uma forte característica dos que sabem liderar a si próprios, pois não necessitam fingir todo o tempo, nem tentam ser o que não são. Outra característica é a autoconfiança; aposta em seus pontos fortes, mas sabe pedir ajuda, se necessário.

Outro ponto importante para quem pretende liderar sua vida tão bem quanto pretende liderar os outros: aprender a exercer a liderança de forma coerente nas várias dimensões da vida - no escritório, em casa, na escola, na comunidade. A liderança não ocorre apenas quando estamos no trabalho. Muitos exercem o papel de líder apenas quando estão no seu ambiente formal e se comportam de modo completamente diferente - às vezes até antagônico - em outras circunstâncias da vida. Defendem certas posições e valores quando estão com o crachá das suas organizações, mas têm outras atitudes quando estão em casa ou em situações do cotidiano.

Recentemente, um alto executivo de uma grande empresa me relatou que sua filha que o acompanhava em uma viagem percebeu quando ele tentava "furar" uma longa fila para o check-in no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Na frente de todos, a jovem exclamou: "Papai, você é um líder apenas quando está engravatado no escritório. Lá todos falam que você defende valores de integridade, transparência etc. Deveria ter o mesmo comportamento também em casa e aqui no aeroporto!"

De forma emocionada, sumarizou seu aprendizado: "Preciso ser um líder 24 horas por dia e não apenas um líder meio turno." Perceber, mesmo a duras penas, a mudança que precisa promover em si mesmo é o primeiro e belo passo para aumentar sua capacidade de liderar outras pessoas.

César Souza (Presidente da Empreenda, empresa de consultoria em estratégia, marketing e recursos humanos, além de autor e palestrante. Texto baseado no seu novo livro Cartas a um Jovem Líder. Para saber mais, visite www.cartasaumjovemlider.com.br )

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Não se preocupe, ocupe-se

por Fernando Oliveira

Vivemos num mundo repleto de desafios, que exige a melhoria constante de nosso desempenho, independentemente da área de atuação profissional, posição social ou situação familiar. Com isso muitas pessoas ficam preocupadas e dão espaço à insegurança e perguntas como: Por quanto tempo permanecerei no meu emprego? Será que vou conseguir pagar todas as minhas contas? Será que meus clientes continuarão solicitando meus produtos e serviços? E assim por diante.

Com todos esses questionamentos, acabam não percebendo que na maioria das vezes as preocupações surgem quando a imaginação nos leva a vislumbrar conseqüências negativas de algo que ainda não aconteceu e, na verdade, pode nem chegar a se concretizar. E, verdadeiramente, a chance de ocorrer esses fatos seria mínima se o seu foco estivesse na solução e criação de novas possibilidades. Uma estatística aponta que apenas 5% do nosso tempo são vividos no momento presente, 75% vivemos com os pensamentos voltados para o passado e 20% projetando o futuro. Planejar o futuro é muito importante, mas o amanhã depende de nossas ações hoje.

Se você tem investido tempo com preocupações futuras ou acontecimentos do passado é importante que passe a ter consciência que essa atitude é paralisante e o impede que realize o que é realmente importante. Quando damos espaço para preocupações, insucessos e fracassos abrimos a porta justamente para que aconteça aquilo que mais tememos.

O famoso psicanalista Sigmund Freud já dizia no século passado: “Você atrai tudo aquilo que mais teme!” Se você não aprender a controlar a ansiedade e as preocupações elas tomarão conta dos seus pensamentos e, com isso, sobrará muito pouco tempo para realizar as coisas maravilhosas que certamente surgem em seu caminho e você nem percebe.

Para levar uma vida equilibrada e produtiva é necessário ocupar-se, entrar em ação, se comprometer na realização de uma missão. Aliás, quem não está em missão se coloca em submissão, fazendo coisas que não vão levar em lugar algum. A sua realidade acontece onde seu foco está. Ficar pensando que seus desejos e planos não darão certos gera grandes possibilidades de que realmente nada aconteça. O contrário também é verdadeiro. Se você firmar seu foco naquilo que deseja realizar, estabelecer metas e objetivos de onde quer chegar, certamente terá seus pensamentos voltados para o que se deve realizar neste momento e não se preocupará com circunstâncias e fatos que podem nem acontecer.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Viver ou Juntar dinheiro? Por Max Gehringer

Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço licença para lê-la na íntegra, porque ela nem precisa dos meus comentários. Lá vai:
"Prezado Max meu nome é Sérgio, tenho 61 anos, e pertenço a uma geração azarada. Quando eu era jovem as pessoas diziam em escutar os mais velhos, que eram mais sábios agora me dizem que tenho de escutar os jovens porque são mais inteligentes.
Na semana passada eu li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa. Aprendi por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um cafezinho por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria economizado R$ 30.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma pizza por mês teria economizado R$ 12.000,00 e assim por diante. Impressionado peguei um papel e comecei a fazer contas, e descobri para minha surpresa que hoje eu poderia estar milionário.
Bastava eu não ter tomado as caipirinhas que eu tomei, não ter feito muitas das viagens que fiz, não ter comprado algumas das roupas caras que eu comprei, e principalmente não ter desperdiçado meu dinheiro, em itens supérfluos e descartáveis.
Ao concluir os cálculos percebi que hoje eu poderia ter quase R$ 500.000,00 na conta bancária. É claro que eu não tenho este dinheiro. Mas se tivesse sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?
Viajar, comprar roupas caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as pizzas que eu quisesse e tomar cafezinhos à vontade. Por isso acho que me sinto feliz em ser pobre. Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer, porque hoje com 61 anos não tenho mais o mesmo pique de jovem, nem a mesma saúde, portanto viajar, comer pizzas e cafés não fazem bem na minha idade e roupas hoje não vão melhorar muito o meu visual.
E recomendo aos jovens e brilhantes executivos, que façam a mesma coisa que eu fiz. Caso contrário eles chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro, mas sem ter vivido a vida".
No mínimo, para pensar...


"Não eduque o seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz.

Assim, ele saberá o valor das coisas, não o seu preço"

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O PRINCÍPIO 90/10

O PRINCÍPIO 90/10
(Stephen Covey)

Que princípio é este?
Os 10% da vida estão relacionados com o que se passa com você, os outros 90% da vida estão relacionados com a forma como você reage ao que se passa com você.
O que isto quer dizer?
Realmente, nós não temos controle sobre 10% do que nos sucede. Não podemos evitar que o carro enguice, que o avião atrase, que o semáforo fique no vermelho.
Mas, você é quem determinará os outros 90%. Como? Com sua reação.

Exemplo: você está tomando o café da manhã com sua família.
Sua filha, ao pegar a xícara, deixa o café cair na sua camisa branca de trabalho.
Você não tem controle sobre isto. O que acontecerá em seguida será determinado por sua reação.
Então, você se irrita. Repreende severamente sua filha e ela começa a chorar. Você censura sua esposa por ter colocado a xícara muito na beirada da mesa. E tem prosseguimento uma batalha verbal. Contrariado e resmungando, você vai mudar de camisa. Quando volta, encontra sua filha chorando mais ainda e ela acaba perdendo o ônibus para a escola. Sua esposa vai pro trabalho, também contrariada. Você tem de levar sua filha, de carro, pra escola. Como está atrasado, dirige em alta velocidade e é multado. Depois de 15 min. de atraso, uma discussão com o guarda de trânsito e uma multa, vocês chegam à escola, onde sua filha entra, sem se despedir de você. Ao chegar atrasado ao escritório, você percebe que esqueceu de sua maleta. Seu dia começou mal e parece que ficará pior. Você fica ansioso pro dia acabar e quando chega em casa, sua esposa e filha estão de cara fechada, em silêncio e frias com você.
Por quê? Por causa de sua reação ao acontecido no café da manhã.
Pense: por quê seu dia foi péssimo?
A) por causa do café?
B) por causa de sua filha?
C) por causa de sua esposa?
D) por causa da multa de trânsito?
E) por sua causa?
A resposta correta é a “E”.
Você não teve controle sobre o que aconteceu com o café, mas o modo como você reagiu naqueles 5 minutos foi o que deixou seu dia ruim.

O café cai na sua camisa. Sua filha começa a chorar. Então, você diz a ela, gentilmente: "está bem, querida, você só precisa ter mais cuidado".
Depois de pegar outra camisa e a pasta executiva, você volta, olha pela janela e vê sua filha pegando o ônibus. Dá um sorriso e ela retribui, dando adeus com a mão.
Notou a diferença?
Duas situações iguais, que terminam muito diferente. Por quê? Porque os outros 90% são determinados por sua reação.

Aqui temos um exemplo de como aplicar o Princípio 90/10:
Se alguém diz algo negativo sobre você, não leve a sério, não deixe que os comentários negativos te afetem. Reaja apropriadamente e seu dia não ficará arruinado.
Como reagir a alguém que te atrapalha no trânsito? Você fica transtornado? Golpeia o volante? Xinga? Sua pressão sobe? O que acontece se você perder o emprego? Por quê perder o sono e ficar tão chateado? Isto não funcionará.
Use a energia da preocupação para procurar outro trabalho. Seu vôo está atrasado, vai atrapalhar a sua programação do dia. Por quê manifestar frustração com o funcionário do aeroporto? Ele não pode fazer nada. Use seu tempo para estudar, conhecer os outros passageiros. Estressar-se só piora as coisas.
Agora que você já conhece o Princípio 90/10, utilize-o!
Você se surpreenderá com os resultados e não se arrependerá de usá-lo.
Milhares de pessoas estão sofrendo de um stress que não vale a pena, sofrimentos, problemas e dores de cabeça.
Todos devemos conhecer e praticar o Princípio 90/10.

Bom fim de semana!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Ensine menos e aprenda mais


O pensador Mark Prensky disse: “A fonte do conhecimento não é mais o professor, mas a internet. A educação mais útil para o futuro não está acontecendo na escola. Está acontecendo depois da escola, especialmente em clubes de robótica e na internet como um todo – está acontecendo nos games.”

Dito isso, vivemos o fim de salas de aulas com espaços geográficos definidos e aulas cronometradas? Como a escola supera o tempo e o espaço, em um mundo imediatista? Como prepararemos as pessoas, para um mundo onde as profissões mudam radicalmente a cada cinco anos? O formato atual da escola ajuda a escolher o futuro de promissores alunos?

Não é a hora de cidadãos globais e conectados encontrarem a educação progressista? “As escolas deveriam ser lugares para se aprender, e não para se ensinar. Em vez de isolar os estudantes, as escolas deveriam encorajá-los a colaborar”, escreveu Don Tapscott no livro “A hora da geração digital”
O educador Jeffery Bannister alfinetou sobre os modelos de educação seculares: “Professores que leem anotações manuscritas e escrevem em quadros negros, assim como alunos que anotam o que eles dizem. Esse é um modelo pré-Gutenberg.”

Eric Mazur da Universidade de Harvard afirma: “Educação é muito mais do que mera transferência de informação. A informação precisa ser assimilada. Os alunos têm de conectar a informação ao que já sabem, desenvolver modelos mentais, aprender a aplicar o novo conhecimento e adaptá-lo a situações novas e desconhecidas.”

Recentemente fui convidado para palestrar para 300 educadores do Grupo “Salesianas” um grupo que reúne dezenas de escolas no Brasil. Administrado por irmãs católicas, que acreditam na educação como grande motor para o futuro.

A educadora Irmã Raquel, abriu o evento e fez um rico paralelo com o livro “Modernidade Liquida” de Zygmunt Bauman, proclamando ”Vivemos um tempo que exige repensarmos velhos conceitos. Dar novas formas ou enterrá-los.” Irmã Raquel, convocou suas amáveis educadoras para dar autonomia, ou seja, independência moral e intelectual para os alunos. Para ensinar que alunos devem desde cedo entender o ato de governar a si mesmo, por meio da autonomia do pensar.

“Professores devem ajudar o outro (aluno) a ser autônomo e Genial.. O professor deve ensinar o que significa coletivo e comunidade – em um mundo onde a individualização reina. Ensinar que a tolerância é tolerar o intolerável – em um mundo onde pessoas morrem pela sua opção sexual, religiosa ou politica. (Irã, Afeganistão e Cuba). Ensinar valores inegociáveis neste mundo, como ética, amor ao próximo, gosto pelo inovar e o pioneirismo.” Esta foi a fala da educadora.

Após ricas discussões, sai de lá com vários questionamentos. Acabou a fase, da aula cronometrada em espaços concretos. O espaço escolar, espalha-se pelo blog do professor, Facebook, Orkut, Twitter, redes sociais dos protagonistas da educação?

Educador e alunos definindo o que é periférico e importante?

E para colocar mais pimenta nesta encruzilhada, não contávamos com as rápidas vias digitais. “No século 21, redes de banda larga serão tão cruciais para a prosperidade econômica e social quanto as redes de transporte, água e eletricidade” disse Hamadoun Touré, secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações (ITU).

“Conectar regiões rurais remotas à internet e à telefonia móvel, ajudando a libertar os camponeses que vivem da agricultura de subsistência, anteriormente presos ao conhecimento local e aos mercados locais. São novos estudantes, com ensinamentos seculares e locais! Fica claro, que a escola precisa de uma reforma. Ser interativa! Coletiva! Em rede! “Banda largueada”. Como será ensinar para alunos conectados na rede com bandas gigantescas, trocando arquivos, experiências e percepções?

Uma era, onde a simples troca de informação é um motor de grandes mudanças Vivemos o choque entre a era do “seu diploma tem prazo de curta validade” com a pedagogia da era industrial? Do aprendizado em massa à interatividade? Do aprendizado individual ao colaborativo? Da padronização à personalização?

Somente juntos conseguiremos avançar as fronteiras do conhecimento individual para a mentalidade coletiva, saltar para o software da sabedoria das multidões. Vivemos um sopro renovador. São tempos de transição, vamos aprender o “pacifismo, a bondade, o perdão, o amor, a filantropia, a honestidade e a ternura”. No século XXI na era digital precisamos de humanos magnânimos, progressistas, talentosos, sensatos e probos.* Vivemos uma nova música global e como disse Nietzsche “aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a musica.“ Não use velhos mapas para descobrir novas terras! Boa viagem!

Gil Giardelli (Ceo da Gaia Creative, onde implementa ações de redes sociais e web colaborativa para empresas como BMW, Hospital Einstein, Mini Cooper, Grupo Cruzeiro do Sul entre outras. Professor de MBA e Pós graduação da ESPM – São Paulo e Brasília)

*Inspirado no artigo “A libertação no mundo por meio da banda larga” e nos livros “A hora da geração digital” e “Gestação da Terra”.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

3 ÚLTIMOS DESEJOS DE ALEXANDRE - O GRANDE

Quando, à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou
seus 3 últimos desejos:
 
1 - Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
2 - Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros
conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...); e
3 - Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do
caixão, à vista de todos.
 
Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou
a Alexandre quais as razões. Alexandre explicou:
 
1 - Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para
mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;
 
2 - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que
as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui
permanecem;
 
3 - Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam
ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.

A história é muito antiga, mas não menos curiosa.

Algumas tribos africanas utilizam um engenhoso método para capturar macacos. Como estes são muito espertos e vivem saltando nos galhos mais altos das árvores, os nativos desenvolveram o seguinte sistema:

1) Pegam uma cumbuca de boca estreita e colocam dentro dela uma banana.
2) Em seguida, amarram-na ao tronco de uma árvore freqüentada por macacos, afastam-se e esperam.
3) Após isso, um macaco curioso desce, olha dentro da cumbuca e vê a banana.
4) Enfia sua mão, apanha a fruta, mas como a boca do recipiente é muito estreita, ele não consegue retirar a banana.

Surge um dilema: se largar a banana, sua mão sai e ele pode ir embora livremente. Caso contrário, continua preso na armadilha. Depois de um tempo, os nativos voltam e, tranqüilamente, capturam os macacos que teimosamente se recusam a largar as bananas.

O final é meio trágico, pois os macacos são capturados para servirem de alimento. Você deve estar achando inacreditável o grau de estupidez dos macacos, não é? Afinal, basta largar a banana e ficar livre do destino de ir para a panela. Fácil demais... O detalhe deve estar na importância exagerada que o macaco atribui à banana. Ela já está ali, na sua mão... parece ser uma insanidade largá-la.

Essa história é engraçada, porque muitas vezes fazemos exatamente como os macacos. Você nunca conheceu alguém que está totalmente insatisfeito com o emprego, mas insiste em permanecer, mesmo sabendo que pode estar cultivando um enfarto? Ou alguém que trabalha e não está satisfeito com o que faz, e ainda assim faz apenas pelo dinheiro? Ou casais com relacionamentos completamente deteriorados que permanecem sofrendo, sem amor e compreensão? Ou pessoas infelizes por causa de decisões antigas, que adiam um novo caminho que poderia trazer de volta a alegria de viver?

A vida é preciosa demais para trocarmos por uma banana - que, apesar de estar na nossa mão, pode levar-nos direto à panela.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A qualidade das escolhas

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Não adianta economizar para diminuir seu custo de vida se a estrutura básica de seus custos não mudar

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GASTAR MENOS do que se ganha e investir bem a diferença. A receita de ouro seguida por todos os que enriquecem é simples e de fácil compreensão. Porém, por mais que tente, a maioria das pessoas não consegue colocar em prática essa sábia lição. O motivo está na qualidade das escolhas decorrentes da vontade de praticar essa receita.
Todo chefe de família, em algum momento da vida, já pensou em fazer um pé-de-meia para seus filhos.
Porém, é muito provável que, ao tentar economizar, tenha esbarrado na resistência da família ou em imprevistos que destruíram suas intenções.
Da mesma forma, incontáveis novos investidores desistem da ideia de construir prosperidade assim que constatam uma primeira perda decorrente de uma má escolha, seja um imóvel de difícil revenda ou um fundo de ações que perde valor mês após mês.
O problema não está no imprevisto ou na modalidade do investimento, mas sim na opção por tentar praticar uma nova regra dentro de uma realidade antiga e desequilibrada.
Não adianta tentar economizar para diminuir seu custo de vida se a estrutura básica de seus custos não mudar. Em vez de tentar cortar dezenas de pequenos gastos relacionados ao escasso lazer ou a pequenos luxos cotidianos, seria muito mais eficaz trocar a moradia atual por outra um pouco menor.
Geralmente, não é só a moradia ou o aluguel que diminuem. Todos os gastos acessórios, como contas de consumo (luz, água), impostos e manutenção do domicílio tendem a diminuir quase que proporcionalmente.
A partir do momento em que a pessoa adota um estilo de vida mais simples e econômico, uma interessante transformação ganha corpo.
Ao preservar verbas para um consumo mais flexível, com maior participação de itens de lazer e qualidade de vida, adquirimos mais do que um consumo mais prazeroso.
Com ele, vem também a possibilidade do efeito substituição, para o caso de ocorrerem imprevistos.
Se alguém na família adoece e precisamos adquirir medicamentos, há uma verba de lazer a ser cortada para viabilizar o custeio do gasto inesperado.
Isso não é possível quando todo o nosso orçamento está ocupado por contas que não deixam margem para ajuste, como prestação ou aluguel da casa, financiamento do carro, mensalidade escolar, impostos e supermercado.
A partir do momento em que contamos com mais verba para lazer e bem-estar, e com a possibilidade de amenizar com tranquilidade os imprevistos, vivemos melhor e mais felizes.
Essa conclusão, por si só, já é suficiente para fazer com que não precisemos contar frequentemente com uma reserva financeira de emergências. Em razão disso, podemos diminuir a liquidez de uma parte maior de nossas reservas, permitindo adotar uma carteira de investimentos menos conservadora e mais eficiente no longo prazo.
O entendimento é simples: quanto menos apertos tivermos em nossa vida cotidiana, menos utilizaremos nossas reservas financeiras para apagar incêndios; quanto menos precisamos dispor de nossos investimentos, melhor será nossa propensão a tolerar os altos e baixos típicos de investimentos de risco, como imóveis e ações.
Ou seja, mais do que a tranquilidade de contar com verba disponível, o estilo de vida mais simples também permite que melhoremos a qualidade de nossos investimentos.
Não basta, portanto, a saudável atitude de cortar gastos. É preciso adotar um estilo de vida em que os gastos se situem em um patamar menor sem comprometer nossa sensação de realização e segurança.
Ao investir, não basta assumir riscos para colher resultados diferenciados. É preciso adequar o risco de nossa carteira às necessidades de segurança financeira da família, para que não estejamos expostos ao risco de precisar efetuar um resgate em meio a uma crise.
Esse conjunto de atitudes inteligentes, somado à aquisição contínua de conhecimento sobre nossas escolhas e nossos investimentos, é a receita certa para a construção de riqueza nas famílias.

GUSTAVO CERBASI é autor de "Casais Inteligentes Enriquecem Juntos" (ed. Gente) e "Como Organizar Sua Vida Financeira" (Campus). Internet: www.maisdinheiro.com.br

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A gente escolhe como quer viver: Você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você.


Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus. Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver, adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não o nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos... Aprendemos a nos apressar e não, a esperar. Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos. Estamos na era do fast-food e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas ´mágicas´. Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar ´delete´. Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão para aqui pra sempre. Lembre-se de dizer ´eu te amo´ à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame... Se ame muito! Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêem de lá de dentro. Por isso, valorize sua família e as pessoas que estão ao seu lado, sempre.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Branding 101 | Guia de Gestão de Marcas de Produto | Mundo do Marketing

Estava navegando no Mundo Marketing, e gostei bastante deste guia, acredito que possa ajudar na concepção e entendimento do que é Branding

Branding 101 | Guia de Gestão de Marcas de Produto | Mundo do Marketing: "–
Enviado usando a Barra de Ferramentas Google"

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Sábio

Um sábio passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita.

Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.

Chegando ao sítio constatou a pobreza do lugar. A casa era de madeira, faltava calçamento e os moradores, um casal e três filhos, trajavam roupas rasgadas e sujas.

Ele se aproximou do pai daquela família e lhe perguntou:

“Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Então, como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?”

O senhor calmamente lhe respondeu:

“Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e com a outra parte nós produzimos queijo, coalhada e outros produtos para nosso consumo. Assim, vamos sobrevivendo”.

O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por alguns momentos, despediu-se e partiu. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:

“Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e a empurre, jogando-a lá embaixo”.

O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o fato de a vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família. Mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem. Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer.

Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos e um belo dia ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los.

Assim fez e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado imaginando que aquela pobre família tivera que vender o sítio para sobreviver.

Chegando no local, foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos, ao que o caseiro respondeu:

“Continuam morando aqui”.

Espantado, ao encontrar os familiares, viu que se tratava das mesmas pessoas que visitara com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao dono:

“Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida?”

E o senhor entusiasmado lhe respondeu:

“Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daquele dia em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. Assim, alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora”.

“O erro, caro Brutus, não está nas estrelas...”

“O destino não é uma questão de sorte; é uma questão de escolha. Não é algo pelo que se espera, mas algo a alcançar.” (Willian Jennings Bryan)

Nas milhões de palavras escritas por Willian Shakespeare, descobri uma citação que considero uma lança criativa, porque é aguçada e vai direto ao ponto. Acho que se aplica de modo especial àqueles que se consideram injustiçados pela sorte.

Como é que você se vê? Como uma pessoa de sorte, ou como alguém para quem “nada dá certo”. Acha que é daqueles que tiram o máximo das coisas boas da vida? Ou acha que está entre os que têm de carregar um peso maior de tristezas do que seus ombros mereciam?

Sempre que pensamos nos nossos sonhos que não se realizaram, nas esperanças que frustraram, a primeira idéia que nos ocorre é a de por a culpa em algo, ou alguém a quem chamamos de “destino” ou “sorte”, seja boa, seja má. Ora..mas que sentido faz isso? Há gente que resolve tudo, conformando-se com frases como “É porque estava escrito nas estrelas”...ou: “os astros resolveram assim”. Dependendo da crença religiosa, racionalizamos: “Foi vontade de Deus”. Inventamos as idéias mas absurdas para encobrir os nossos fracassos ou nossas falhas.

A “sorte”, somos nós que a fazemos, boa ou má, de acordo com o nosso comportamento (pensar, planejar e agir). Shakespeare consegue resumir tudo numa frase de Júlio César, quando diz: “Os homens, em certos momentos, são senhores de seus destinos. O erro, caro Brutus, não está nas estrelas, mas em nós”.

Seríamos, sim, senhores de nossos destinos, se aprendêssemos a converter pensamentos em ações, direcionando-as no sentido de dar vida ao potencial criativo que há em nós.

Tudo dá certo, sempre que alinhamos pensamentos e objetivos: são aqueles momentos em que nos tornamos senhores de nosso destino.

Se fosse possível fazer voltar o passado, todo o passado, para que pudéssemos tê-lo a nossa frente como uma cena de teatro, e o analisássemos nos mínimos detalhes, seria fácil ver onde erramos. Seria facílimo perceber em que ponto do caminho deixamos a trilha certa, para seguir o imprevisível caminho de uma estrela qualquer.

Então, sim, veríamos onde estava o erro. O nosso erro. Sim, porque quem escolheu o caminho fomos nós. Deus nos deu a vida, mas deu-nos também o livre arbítrio, o direito (ou dever?) de escolher. Somos nós os responsáveis pelas nossas escolhas, certas ou erradas, que constroem ou destroem um sonho.

A qualquer momento, se assim o desejamos, é possível mudar de decisão e partir em busca de uma vida melhor. As estrelas dever ser deixadas em paz. Elas não têm nada a ver com o seu problema, ou com o meu. Você e eu, sim, é que somos responsáveis pelos nossos atos.

O sucesso não depende tanto das influências externas quanto das atitudes e resoluções interiores. Nosso destino não está nas estrelas, mas nas nossas próprias mãos. Podemos não ter o poder de mudar o mundo, mas podemos mudar a nós mesmos.

Anthony, Roberto.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

SORVETE DE BAUNILHA E A GM

Olhem como qualquer reclamação de um cliente pode levar a uma descoberta
totalmente inesperada do seu produto. Parece coisa de louco, mas não é.
Esta é a moral de uma história que está circulando de boca em boca entre
os principais especialistas norte-americanos em atendimento ao cliente.
A história ou 'causo', como está sendo batizada aqui no Brasil, começa
quando o gerente da divisão de carros da Pontiac, da GM dos EUA, recebeu
uma curiosa carta de reclamação de um cliente.
Eis o que ele escreveu:

'Esta é a segunda vez que envio uma carta para vocês, e não os
culpo por não me responderem. Eu posso parecer louco, mas o fato é que
nós temos uma tradição em nossa família, que é a de comer sorvete
após o jantar. Repetimos este hábito todas às noites, variando
apenas o tipo do sorvete e eu sou o encarregado de ir comprá-lo.
Recentemente comprei um novo Pontiac e, desde então, minhas idas à
sorveteria se transformaram num problema. Sempre que eu compro
sorvete de baunilha, quando volto da loja para casa, o carro não
funciona e se compro qualquer outro tipo de sorvete, o carro funciona
normalmente. Os senhores devem achar que eu estou realmente louco,
mas não importa o quão tola possa parecer minha reclamação. O fato é
que estou muito irritado com meu Pontiac'.

A carta gerou tantas piadas do pessoal da GM que o presidente da
empresa acabou recebendo uma cópia da reclamação. Ele resolveu levar
a sério e mandou um engenheiro conversar com o autor da carta.

O funcionário e o reclamante, um senhor bem-sucedido na vida e dono
de vários carros, foram juntos à sorveteria no fatídico Pontiac. O
engenheiro sugeriu sabor baunilha para testar a reclamação e o carro
efetivamente não funcionou.

O funcionário da GM voltou nos dias seguintes, à mesma hora, e fez o
mesmo trajeto, e só variou o sabor do sorvete. Mais uma vez, o carro
só não pegava na volta, quando o sabor escolhido era baunilha.

O problema acabou virando uma obsessão para o engenheiro, que passou
a fazer experiências diárias, anotando todos os detalhes possíveis
e, depois de duas semanas, chegou à primeira grande descoberta.
Quando escolhia baunilha, o comprador gastava menos tempo, porque
este tipo de sorvete estava bem na frente.

Examinando o carro, o engenheiro fez nova descoberta: como o tempo
de compra era muito mais reduzido no caso da baunilha, em comparação
ao tempo dos outros sabores, o motor não chegava a esfriar.

Com isso, os vapores de combustível não se dissipavam, impedindo que
a nova partida fosse instantânea. A partir deste episódio, a Pontiac
mudou o sistema de alimentação de combustível e introduziu a
alteração em todos os modelos a partir desta linha.

Mais que isso, o autor da reclamação ganhou um carro novo, além da
reforma do que não pegava com sorvete de baunilha. A GM distribuiu
também um memorando interno, exigindo que seus funcionários levem a
sério até as reclamações mais estapafúrdias, 'porque pode ser que
uma grande inovação esteja por atrás de um sorvete de baunilha' diz
a carta da GM.

Isso serve para as empresas nacionais que não tem o costume de dar
atenção a seus clientes, tratando-os até mal. Com certeza esse
consumidor americano comprará um outro Pontiac, porque qualidade não
está dentro da empresa, está também no atendimento que despendemos
aos nossos clientes.

'Tempos Loucos, exigem empresas Malucas'

Tom Peters

Teoria das Janelas Quebradas

Posando de anfitrião para o ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani em visita ao Rio de Janeiro, o Governador do Estado Sérgio Cabral Filho preferiu jogar para a platéia e levá-lo a uma favela, em vez de conversar seriamente sobre como o americano foi capaz de reduzir drasticamente a criminalidade na Big Apple. Eu diria que Cabral e os demais cariocas perderam uma chance e tanto.

Meu primeiro contato com a interessante Teoria das Janelas Quebradas (fixing broken windows) foi através do ótimo The Tipping Point: How Little Things Can Make a Big Difference* de Malcolm Gladwell, onde o autor relata os impressionantes índices de violência da Nova Iorque da década de 1980. Tráfico de drogas, brigas de gangues, homicídios e outros crimes violentos tomavam conta da cidade assim que o sol se punha. Parece familiar?

Em consonância com a idéia central do seu livro, Gladwell sugere que alguns movimentos sociais radicais guardam três características em comum: rápido contágio; grandes efeitos de pequenas causas; e um momento crucial que determina a dramática mudança. No caso específico de Nova Iorque a adoção da política de Tolerância Zero baseou-se na Teoria das Janelas Quebradas† para provocar o efeito das três características em conjunto. Senão vejamos:

No seminal artigo Broken Windows: the police and neighborhood safety, publicado em 1982, James Wilson e George Kelling explicam que a indiferença em relação a pequenos delitos pode levar à tolerância a crimes mais graves. A passagem a seguir - em tradução livre deste autor - ilustra bem a idéia:




O toque final do experimento veio quando Zimbardo deu uma bela marretada no automóvel intacto, danificando-o visivelmente. A partir de então o carro passou a ser impiedosamente vandalizado pela respeitável vizinhança de Palo Alto, tal como ocorrera no Bronx. A dura lição é que normas sociais são ignoradas assim que algumas barreiras comuns - como respeito à propriedade e senso de civilidade - são reduzidas por sinais que indicam que ninguém se importa.

Pequenas atitudes que esgarçam o tecido social. A partir daí, o carro depredado torna-se o símbolo de uma terra de ninguém. E o crime representa, segundo os autores, o inevitável resultado da desordem pública, pois os bandidos acreditam que suas chances de serem pegos diminuem na medida em que a população já se sente intimidada pelas condições do ambiente.

**********

Os administradores responsáveis pela cidade de Nova Iorque começaram a entender, a partir de então, que para controlar de fato os crimes violentos era preciso coibir os pequenos delitos antes de tudo, de forma a restaurar as noções mais básicas de ordem, autoridade e segurança.

Kelling foi contratado, então, pelo Departamento de Trânsito de Nova Iorque e começou seu trabalho no metrô da cidade. Trens velhos, estações abandonadas e entregues à marginalidade compunham o terrível cenário a que os usuários eram submetidos. Ele resolveu, então, começar o processo de limpeza por aquilo que mais simbolizava tal degradação: as pixações.

O motivo é sutil: a simples existência de pixações sugere que, em algum momento do dia, aquela região fica entregue aos vândalos para que eles possam sujar as paredes sem ser incomodados. Além da sensação de insegurança provocada pelo abandono do lugar, há o sentimento de impotência e posterior indiferença quanto ao decadente destino das áreas públicas e, por extensão, de seus usuários. A faxina foi de 1984 a 1990.



O próximo passo foi combater os caloteiros, pessoas que simplesmente não pagavam passagem. Para isso ele aumentou o policiamento nas estações, prendendo sumariamente quem burlava a lei. Os presos eram levados algemados para ônibus transformados em delegacias-móveis onde eram fichados. Cada prisão revelava-se, ainda, uma grata surpresa aos policiais, pois eram oportunidades para encontrar criminosos procurados ou foragidos por algum delito anterior. E tudo era feito da forma mais ostensiva e pública possível - o que passava o ameaçador recado de que a ordem havia voltado ao metrô, onde as prisões quintuplicaram no período entre 1990 e 1994.

Ainda em 1994, Giuliani foi eleito prefeito de Nova Iorque (depois de perder o pleito anterior) e decidiu que o programa de combate aos pequenos crimes no metrô seria implementado em toda a cidade, agora com o nome de Tolerância Zero.

Partindo do mesmo princípio - crimes menores abrem caminho para os maiores - e promovendo uma rigorosa limpeza ética na polícia local, Giuliani foi capaz de reduzir a criminalidade em mais da metade do que era antes de assumir, transformando Nova Iorque na cidade grande com o menor índice de violência do país.

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Claro que não devemos cair na armadilha de atribuir tal fenômeno a uma única explicação. Outros fatores concomitantes contribuíram, também, para a expressiva redução dessas taxas, como por exemplo a recuperação da economia mundial na década de 1990, empregando parte da população que, de outra forma, teria tomado o caminho do crime. As drásticas políticas de combate ao narcotráfico do governo federal tiveram seu papel, assim como a regulamentação do aborto, vinte anos antes, como defenderam Steven Levitt e Stephen Dubner em Freakonomics: A Rogue Economist Explores the Hidden Side of Everything‡.

O fato é que o criminoso - longe de ser alguém que age por suas próprias razões - é alguém altamente sensível ao seu ambiente e influenciado pela sua realidade, como explica Gladwell. Se ele vive num ambiente onde o crime é punido, independente da sua magnitude, então passa a considerar outras alternativas.


Mas se o seu contexto sugere que não haverá obstáculo ou castigo por quebrar uma janela, bater uma carteira, roubar um banco, seqüestrar ou exigir propina para assinar um contrato público, então a ocasião haverá de formar o ladrão.

Pequenos passos impróprios ensinam o criminoso a andar. Delitos maiores o fazem correr. Mas uma política de Tolerância Zero lembram que é melhor não dar nem o primeiro passo.

Alguns de nós e outros próximos a nós podem sofrer pequenos contratempos, como ser preso dirigindo bêbado (nossa tímida e já frustrada tentativa desta abordagem da lei) ou portando um cigarro de maconha. Uma punição que nos soa grotesca, tão habituados estamos com nossos desvios do dia-a-dia, porém necessária.

Mas em algum ponto deixamos nossa sensibilidade de lado e paramos de nos incomodar com os delitos menores - e até com os maiores - embora eles continuem representando crimes. Protegemos nossas consciências do peso desses atos. E nos aliviamos, assim, da nossa parcela de culpa pelas mortes dos inocentes nos assaltos, acidentes de trânsito, guerra do tráfico e balas perdidas

Metanóia e o impulso na gestão empresarial

Texto de: Ivan Postigo


Lembra daquela reunião na empresa, no condomínio, do grupo na escola, ou daquele seminário que você participou e saiu motivado, prometendo que no dia seguinte faria uma revolução com as informações obtidas?

Talvez se lembre não só de uma situação, mas de várias, onde a vontade de transformar o mundo ficou do lado de fora do portão de casa, ou se foi com o banho quente antes de dormir; quem sabe não foi levado pelos sonhos da noite, como também pode ter se dissipado no caminho do trabalho, não?

Refletindo, você começa a se perguntar o que ouve com aquela vontade toda de fazer algo grande, porque conceitos que lhe despertaram de interesses horas depois parecem não significar nada?

Tudo naquele momento parecia tão claro, agora parece que restou muito pouco!

Coletar informações é diferente de aprender. Ler tudo que há sobre os carros de fórmula 1 e as formas de pilotá-lo não o habilitam a conduzi-lo.

A aprendizagem de fato demanda o comprometimento com a superação, com a mudança de estado, com a mudança de espírito.

Há alguns anos, trabalhei com um dirigente que não tinha a menor vocação e, como dizemos popularmente, gosto pela informática. Era muito difícil convencê-lo que os micro computadores fariam o trabalho pesado e com isso teria mais tempo para se dedicar a análises e reflexões em seus projetos.

Seguindo a tendência, na época, um laptop lhe foi dedicado e as mudanças começaram a acontecer. Ganhamos um fervoroso adepto da informática, que agora sim nos dava um enorme trabalho, querendo aprender o que fosse possível sobre planilhas eletrônicas.

Nada mais de falar em formulários de 13 colunas, tão venerado para elaboração dos quadros orçamentários e somas cruzadas para ter certeza que não haviam erros aritméticos.

Sempre me perguntei que nome poderíamos dar a essa mudança na forma de ver as coisas. Metanoia? Sim, Metanoia.
Ops, calma , não se assuste , isso não tem a ver com paranoia , não está associado a usuários de droga , noias , como hoje são chamados, nem tem a ver com paranoia com metas .

A palavra metanoia quer dizer mudança de mentalidade. Para os gregos, tem um significado especial, como ir além, passar além de , ultrapassar, exceder , elevar-se acima de , transcender. Meta, como acima ou além e noia, vem de nous, mente.

Podemos considerar metanoia também como transformação do pensamento, mudança de mentalidade, aspectos fundamentais para que as informações coletadas se transformem em aprendizado e, consequentemente, aplicação prática.

Vamos encontrar na tradição católica essa palavra com o significado de conversão espiritual, penitência, arrependimento, não é nosso foco aqui, mas qualquer que seja seu interesse vale a pena estudá-la e refletir sobre sua profundidade.

O aprendizado pode levá-lo a dois caminhos, adaptar-se ao mundo em que vive, ou provocar transformações neste.

Qualquer que seja o caminho tomado, há a necessidade de uma mudança de mentalidade, para entendimento e aceitação dos fatos, ou contestação e ação para transformação.

Há um famoso ditado que diz que a mente que aprende se expande e nunca mais volta ao tamanho original.

Isso vale para uma pessoa, um grupo, uma empresa.

Você já notou que em algumas empresas a saída de duas ou três pessoas leva a uma grande desorganização de um processo estabelecido e fundamentado? O grupo que continua trabalhando não consegue manter o mesmo ritmo, sintonia, organização?

O que garantia a qualidade do trabalho não eram os manuais e procedimentos escritos, conversados, debatidos, mas a mentalidade, a forma como as tarefas eram supervisionadas e os desvios corrigidos.

O grupo continua com as informações, mas não tem a mesma capacidade gerativa das pessoas que deixaram a empresa.

Quando os seus projetos não estiverem atingindo os objetivos, reflita um pouco e verifique se as pessoas realmente entenderam todo o processo, e se não é necessário incentivar e provocar uma mudança de mentalidade para captação das questões e metas colocadas.

Lembre-se: fazer todos os dias a mesma coisa e esperar resultados diferentes é sinal de loucura, nesse aspecto o entendimento da metanoia pode ajudá-lo a impulsionar seus resultados .